Maiores altas foram nos legumes e frutas; gastos com alimentação correspondem a cerca de 60% da renda familiar no país
Os gastos com alimentação estão comprometendo, no mínimo, 60% da renda das famílias brasileiras, de acordo com dados recentes. Em São Paulo, o aumento da cesta básica em 2022 foi de 10%, índice superior à inflação nacional.
Aumento de preços e estratégias de consumo
A alta nos preços de alimentos tem levado os consumidores a redobrarem a atenção na hora das compras. Muitos consumidores pesquisam preços antes de adquirir produtos, substituem itens mais caros por alternativas mais acessíveis e compram apenas o necessário, deixando de lado produtos que antes faziam parte da rotina.
Causas da alta de preços
A inflação nos alimentos é resultado de diversos fatores. O desabastecimento global, ocasionado pela pandemia e pela guerra na Ucrânia, elevou os preços de diversos produtos. Problemas climáticos, como a falta de chuvas em 2021, impactaram a produção agrícola e aumentaram o custo da energia elétrica. A alta do dólar e do preço do barril de petróleo também contribuíram para o encarecimento do transporte de mercadorias.
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Perspectivas futuras
Apesar do cenário desafiador, há expectativas de melhora na economia em 2023. Uma recuperação econômica gradual pode levar a um aumento da renda das famílias, reduzindo o impacto dos gastos com alimentação no orçamento doméstico. Até lá, a recomendação é pesquisar preços, comparar ofertas e planejar as compras com cuidado para economizar.



