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Início do mês de maio traz debates sobre os riscos da depressão

Sintomas estão sendo cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes; Ivan Savioli Ferraz fala no 'Filhos e Cia'
Início do mês de maio traz
Sintomas estão sendo cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes; Ivan Savioli Ferraz fala no 'Filhos e Cia'

Sintomas estão sendo cada vez mais comuns entre crianças e adolescentes; Ivan Savioli Ferraz fala no ‘Filhos e Cia’

Maio acende um alerta para a saúde mental de crianças e adolescentes: a depressão não é exclusividade de adultos e pode afetar jovens em qualquer faixa etária, exigindo atenção de pais, cuidadores e profissionais de saúde. Em entrevista à rádio, o médico pediatra Dr. Ivansa Violi Ferras explicou causas, sinais de alerta e caminhos para o tratamento do transtorno depressivo na infância e adolescência.

A depressão na infância e na adolescência: fatores de risco

Segundo Dr. Ivansa, as causas da depressão são multifatoriais. A componente genética é a que mais influencia: ser filho de pais com depressão aumenta em duas a quatro vezes o risco em relação à população geral. Além disso, o ambiente familiar e social também exerce papel importante. História familiar de tentativa de suicídio, depressão materna, abuso infantil e cyberbullying são exemplos de fatores que elevam a probabilidade de uma criança ou adolescente desenvolver o transtorno.

Dados internacionais, ainda que não reflitam exatamente a realidade local, indicam um aumento dos casos entre jovens, especialmente após a pandemia. Estudos americanos apontam que até 15% dos adolescentes podem apresentar episódios de depressão — um sinal de alerta sobre a dimensão do problema.

Sintomas e sinais que merecem atenção

Os sintomas clássicos incluem tristeza persistente por mais de duas semanas e perda acentuada de interesse ou prazer por atividades antes apreciadas (anedonia). Alterações no sono, ganho ou perda de peso significativos, fadiga e queda de concentração são frequentes. Entre os adolescentes, mudanças bruscas de comportamento e queda no rendimento escolar podem ser indicativos relevantes.

Dr. Ivansa chama atenção para diferenças na apresentação conforme a idade: crianças pequenas podem não demonstrar tristeza aberta, manifestando-se mais por irritabilidade, crises de choro aparentemente sem causa ou mudanças no comportamento. A presença de sintomas que provoquem prejuízo social — como afastamento de amigos ou desempenho escolar comprometido — é um critério importante para diferenciar tristeza passageira de um transtorno que precisa de intervenção.

Tratamento: abordagem integrada envolvendo a família

O tratamento é multidimensional. Mudanças no estilo de vida — com atenção ao sono e estímulo à atividade física e brincadeiras ao ar livre — são fundamentais. A psicoterapia, frequentemente com envolvimento familiar, é outra vertente essencial, principalmente em crianças. Em casos de maior gravidade, os medicamentos antidepressivos podem ser indicados, sob acompanhamento médico adequado.

O pediatra pode conduzir o acompanhamento em episódios mais leves, mas muitos casos requerem a participação de um psiquiatra infantil para ajuste terapêutico e suporte especializado. Dr. Ivansa destaca ainda a importância da vigilância por parte dos pais: a depressão pode reduzir a capacidade de autodefesa do jovem e, por isso, a detecção precoce e a busca por ajuda são determinantes para evitar agravamentos.

A atenção contínua da família, o diálogo aberto com a criança ou adolescente e a procura por avaliação médica são passos-chave para garantir que quem apresenta sinais de depressão receba diagnóstico e tratamento adequados, preservando o bem-estar e o desenvolvimento.

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