Saiba como identificar esses possíveis agressores na coluna ‘Filhos e Cia’ com Ivan Savioli Ferraz
A violência contra crianças é um problema grave e preocupante, e muitas vezes o agressor está muito próximo da vítima. De acordo com a Dra. Ivânia Violli-ferras, em entrevista à Rádio CBM, cerca de 90% dos casos de violência contra crianças (física, psicológica ou sexual) são cometidos por pessoas próximas, como pais, padrastos, tios ou vizinhos. A pandemia agravou a situação, aumentando o tempo de contato entre crianças e seus agressores.
O Perfil do Agressor
A médica destaca que o agressor costuma ser uma pessoa rígida e autoritária, muitas vezes com histórico de violência na própria infância. A prática de palmadas, muitas vezes vista como uma forma de disciplina, pode ser um indicativo de um comportamento agressivo e entrar no perfil de quem comete agressões físicas. A Dra. Ivânia ressalta que a palmada, mesmo que aparentemente inofensiva, pode ter consequências negativas para o desenvolvimento cognitivo da criança e servir como um prelúdio para atos de violência mais graves.
Consequências da Violência
As consequências da violência contra crianças a médio e longo prazo são devastadoras. A baixa autoestima, o baixo rendimento escolar, problemas de relacionamento na vida adulta, depressão, suicídio e abuso de drogas são alguns dos impactos. A violência psicológica, mesmo sendo menos explícita, também deixa marcas profundas. A Dra. Ivânia enfatiza a importância do papel do pediatra, não apenas no atendimento médico, mas também na orientação aos pais e na identificação de sinais de violência.
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O Papel do Pediatra e a Busca por Ajuda
Em situações de violência explícita, a intervenção de outros profissionais, como assistentes sociais e psicólogos, além do Conselho Tutelar, se faz necessária. O pediatra pode orientar os pais sobre os malefícios da violência, inclusive da palmada, e ajudar a identificar situações de risco. A família também precisa de apoio, mas a violência contra crianças nunca pode ser justificada. A pandemia, com seus desafios econômicos e de distanciamento social, aumentou o estresse familiar, contribuindo para o aumento de casos de violência contra crianças e adolescentes. A conscientização e a busca por ajuda são fundamentais para proteger as crianças e garantir seu desenvolvimento saudável.