Médico Aron Ussid Ferreira explica como funciona esse projeto e a função deste mapeamento para a saúde na região de Ribeirão
Desde maio de 2022, o Governo do Estado de São Paulo lançou o programa Saúde Digital Paulista, Inova HC lança mapeamento de saúde, que conta com a participação do Inova HC, braço de inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto. O objetivo é desenvolver soluções tecnológicas para a saúde, com foco na digitalização dos serviços e aumento da eficiência do atendimento, considerando as necessidades regionais.
Inova HC e o programa Saúde Digital Paulista
O Inova HC atua em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado desde o início de 2023, especialmente no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Unidade de Emergência. O projeto busca uniformizar e aproximar os CTIs do estado, com a intenção de expandir o modelo para todo o Brasil. O mapeamento digital anunciado recentemente é uma pesquisa para identificar práticas eficazes e desafios tecnológicos, visando a replicação das inovações.
Funcionamento do projeto em Ribeirão Preto: Na regional de Ribeirão Preto, a Faculdade de Medicina local é a única participante do projeto. O trabalho se baseia em três pilares: teleinterconsultas, capacitação e avaliação de indicadores. As teleinterconsultas envolvem discussões diárias entre médicos intensivistas do CTI local e especialistas do Hospital das Clínicas de São Paulo, abrangendo 18 UTIs no estado. Essa interação permite a troca de condutas e decisões terapêuticas para melhorar o atendimento.
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Capacitação e avaliação de resultados: Além das teleinterconsultas, o projeto oferece aulas síncronas e assíncronas para a equipe multiprofissional do CTI. São avaliados indicadores como mortalidade e tempo de permanência no CTI para verificar a eficácia do modelo. Caso os resultados sejam positivos, o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto poderá atuar como centro replicador, expandindo o atendimento qualificado para hospitais da região.
Perspectivas e desafios do projeto: O projeto visa criar um centro de inteligência que unifique condutas e permita respostas rápidas e uniformes em situações de emergência, como ocorreu na pandemia de Covid-19. Atualmente, os dados são restritos à equipe organizadora em São Paulo, mas a divulgação pública está prevista para a conclusão da primeira fase, em maio de 2023. O modelo complementa a necessidade de melhorias estruturais nos CTIs do SUS, utilizando o telessaúde para levar atendimento especializado a regiões mais distantes.
Informações adicionais
O telessaúde no projeto não substitui o contato presencial com o paciente. O atendimento local é realizado pelos profissionais no CTI, enquanto a teleinterconsulta ocorre entre médicos especialistas para definir o plano terapêutico. O projeto está dividido em três fases: a primeira, com 18 CTIs participantes; a segunda, que selecionará cinco centros replicadores para testar a expansão do modelo; e a terceira, que manterá dez centros replicadores. A participação do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto como replicador ainda está em avaliação.



