Cristina Trovó fala dos principais avanços no campo da nutrição, que podem mudar a nossa forma de consumir alimentos; entenda!
A ciência da nutrição tem revolucionado a forma como nos alimentamos, impulsionada pela crescente demanda por saúde e sustentabilidade. Duas tendências principais moldam essa revolução: consumidores mais exigentes em relação à saúde e uma maior conscientização sobre a sustentabilidade ambiental.
O Boom dos Alimentos Vegetais
Em resposta a essas demandas, a indústria alimentícia tem investido fortemente em produtos à base de plantas. Leites vegetais, como os de aveia e castanhas, surgiram como alternativas ao leite de origem animal, atendendo a consumidores com alergias, intolerâncias ou escolhas alimentares veganas e vegetarianas. Embora inicialmente motivada por questões financeiras (como no caso do leite de soja na merenda escolar), a aceitação desses produtos se deve principalmente ao paladar, apesar do custo ainda elevado.
Aditivos e Sustentabilidade: Um Balanço
Uma preocupação com os leites e carnes vegetais industrializados diz respeito aos aditivos e conservantes presentes em muitas marcas. Felizmente, opções com rótulos mais limpos, contendo apenas ingredientes como castanhas e água, estão se tornando mais comuns. A produção caseira também é uma alternativa para quem busca maior controle sobre os ingredientes. Alimentos vegetais são benéficos à saúde, prevenindo doenças como câncer e cardiopatias, embora uma dieta equilibrada, que inclua também carnes brancas e vermelhas com moderação, seja recomendada.
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O Futuro da Alimentação: Personalização e Carne Cultivada
Pesquisas em carne cultivada em laboratório representam um avanço significativo. Produzida a partir de células animais, essa carne apresenta menor teor de gordura, maior quantidade de nutrientes e a possibilidade de personalização, permitindo a adição de componentes como ômega-3. Embora o custo seja atualmente alto, essa tecnologia promete revolucionar o mercado, oferecendo alimentos mais saudáveis e personalizados. O futuro aponta para uma indústria cada vez mais focada em atender às necessidades individuais, com produtos enriquecidos com vitaminas, minerais e probióticos.