Cresce o número de pedidos para queda ou manutenção do preço mensal do imóvel
Em tempos de crise econômica, a queda no valor dos aluguéis em São Paulo tem se tornado uma realidade para muitos. De acordo com dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), os valores das locações registraram queda por 19 meses consecutivos no estado.
Lei da Oferta e da Procura
A explicação para essa tendência se encontra na clássica lei da oferta e da procura. Com um grande número de imóveis disponíveis no mercado, o poder de barganha dos inquilinos aumenta, pressionando os preços para baixo. A alta demanda por renegociações de contratos também contribui para essa realidade. Em algumas imobiliárias, o número de pedidos de reajuste aumentou em quase 60% em comparação com 2015, reflexo da crise econômica que afetou a renda de muitos brasileiros.
Pressão por Descontos e Negociações
A pressão por descontos é significativa. Em algumas imobiliárias, 13 em cada 10 clientes solicitaram redução nos valores dos aluguéis em 2016. Muitos proprietários cedem, temendo a vacância dos imóveis, que pode chegar a 4 meses em alguns casos. Afinal, manter um imóvel vazio por um longo período gera prejuízos financeiros. A negociação se torna, portanto, uma alternativa para garantir a renda, mesmo que com valores reduzidos.
Impacto Econômico e Perspectivas
Dados do IPCA e do IBGE apontam uma queda de 9,24% nos valores de locação nos últimos 12 meses. Considerando a inflação de 6,99% no mesmo período, a queda real de preços chega a 15,17%. Essa situação demonstra o impacto da crise econômica no mercado imobiliário, forçando proprietários e inquilinos a buscarem acordos que garantam a manutenção dos contratos, mesmo com reajustes abaixo da inflação ou até mesmo com descontos consideráveis. A tendência para os próximos meses ainda é incerta, mas a pressão por negociações e a busca por equilíbrio entre proprietários e inquilinos devem continuar.



