Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
O Ministério das Cidades anunciou mais um adiamento, desta vez para a implementação do Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos (SINIAVE), um chip de identificação eletrônica. A medida levanta questões sobre a complexidade do sistema, os custos envolvidos e a necessidade de um debate amplo entre os diversos setores impactados.
O que é o SINIAVE e como ele funciona?
O SINIAVE é um sistema nacional que está sendo definido pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Os Detrans serão responsáveis por implementar e fiscalizar o sistema. A ideia é que todos os veículos recebam uma placa eletrônica, um chip contendo informações como placa, categoria e tipo do veículo. Essas informações serão lidas por antenas instaladas em locais estratégicos, que enviarão os dados para bases de dados estaduais e nacional.
Desafios e Questionamentos
Apesar do adiamento, a implementação do SINIAVE enfrenta diversos desafios. É necessário instalar as torres de leitura, equipar todos os veículos com o chip e definir quem arcará com os custos. Essa é uma questão complexa, pois envolve cidadãos, Detrans, montadoras, estados e o governo federal. O Detran de São Paulo propôs um seminário nacional para discutir essas questões com todos os envolvidos.
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Benefícios Potenciais
O SINIAVE tem o potencial de aprimorar o trabalho do Detran e de outros órgãos. Ele pode auxiliar na identificação de veículos com licenciamento e IPVA atrasados, veículos que não passaram por vistorias e até mesmo veículos roubados. Para que o sistema funcione de forma eficaz, é fundamental envolver diversos órgãos no processo de implantação.
Apesar dos desafios, o sistema é visto como importante, mas sua implementação demanda planejamento e definição clara de responsabilidades e custos.



