Ainda desconhecida, a N.9 pode ser mais transmissiva do que a cepa original do vírus
Ribeirão Preto apresenta a maior prevalência da variante P1 da Covid-19 em São Paulo, segundo pesquisa do Instituto Adolfo Lutz.
Variante P1 e Alta em Internações
Entre março e abril, quase 79% das amostras analisadas em Ribeirão Preto eram da variante P1, inicialmente identificada em Manaus. O pesquisador Vitor Engraça Valente associa essa alta prevalência ao aumento de internações e ao agravamento da doença em jovens e adultos na região. A variante P1 demonstra maior poder de transmissão e indícios de maior agressividade.
Impacto da Variante P1 em Jovens
A alta incidência da P1 ajuda a explicar o número significativo de jovens internados em janeiro, mesmo sem comorbidades. O Instituto Adolfo Lutz levanta a hipótese de que a disseminação da variante se deu por meio da transferência de pacientes de Manaus para outras regiões.
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Emergência da Variante N9
Outra variante, a N9, identificada em Jardinópolis, merece atenção. Recentemente divulgada na revista Science, a N9 vem crescendo no interior paulista desde fevereiro e março. Embora ainda pouco conhecida, sua rápida disseminação exponencial, semelhante à da P1, requer monitoramento constante. A N9 é uma mutação da variante amazônica, mas ainda são necessários mais estudos para avaliar seus riscos.
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