Espaço desenvolve tecnologias voltadas ao cultivo da cana-de-açúcar e é referência no estado de São Paulo
Um incêndio de grandes proporções atingiu o Centro de Cana do IAC em Ribeirão Preto, destruindo cerca de 80% das instalações e comprometendo décadas de pesquisas.
Prejuízos Incalculáveis
O diretor do Centro de Pesquisa, Marcos Landel, lamentou a perda de informações e projetos com mais de 10 anos de desenvolvimento. Além da frustração da equipe, o prejuízo financeiro é estimado em milhões de reais, incluindo a perda direta de materiais e o atraso no lançamento de novas tecnologias, o que impactará negativamente os produtores.
Impacto nas Pesquisas
O incêndio danificou significativamente o solo, comprometendo a proteção oferecida pela palha da cana, crucial para a umidade e o desenvolvimento da planta. A perda dessa camada protetora afeta não apenas o crescimento da cana, mas também a biodiversidade do solo. A pesquisa sobre a cana moderna, com seu porte ereto que facilita a colheita mecanizada e melhora a qualidade do açúcar e etanol, também foi afetada.
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Recuperação e Futuro
Apesar do revés, a equipe do IAC pretende recuperar parte do material para continuar as pesquisas. A preservação do jardim varietal, contendo inclusive a primeira cana introduzida no país em 1532, foi um alívio. O foco agora é na reconstrução e na continuidade do trabalho de desenvolvimento de tecnologias para o setor sucroenergético brasileiro.



