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Instituto Brasileiro do Fígado aponta que os brasileiros andam se ‘descuidando’ em relação à saúde do órgão

Pesquisa aponta que 60% da população não fez ou não sabe se fez testes para hepatite em 2021; ouça o 'CBN Saúde e Bem-Estar'
saúde do fígado
Pesquisa aponta que 60% da população não fez ou não sabe se fez testes para hepatite em 2021; ouça o 'CBN Saúde e Bem-Estar'

Pesquisa aponta que 60% da população não fez ou não sabe se fez testes para hepatite em 2021; ouça o ‘CBN Saúde e Bem-Estar’

A virada do ano costuma ser um período de reflexão e novos começos, inclusive em relação aos cuidados com a saúde. No entanto, dados preocupantes mostram que muitos brasileiros negligenciam a prevenção do câncer de fígado.

Diagnóstico Precoce: A Chave para o Sucesso

De acordo com o Instituto Brasileiro do Fígado, 60% da população em 2021 não realizou ou não sabe se realizou testes para detecção das hepatites B e C, principais causas do carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer de fígado. A doença, em estágios iniciais, é silenciosa, tornando o diagnóstico precoce fundamental para aumentar as chances de cura. A médica gastroenterologista Amanda Moreto destaca a importância da prevenção e do rastreio.

Sintomas e Fatores de Risco

A Dra. Moreto explica que o câncer de fígado é traiçoeiro, com sintomas mais evidentes em estágios avançados. Dor abdominal (principalmente abaixo da costela direita), aumento do volume abdominal e náuseas são alguns sinais de alerta. As principais causas são as hepatites B e C, que podem levar à cirrose, um fator de risco significativo. O consumo excessivo de álcool, doenças autoimunes e metabólicas do fígado também contribuem. Mulheres que usam anticoncepcionais hormonais também apresentam um risco aumentado, embora menor que os outros fatores citados. A médica ressalta que a hepatite B não precisa evoluir para cirrose para causar câncer de fígado, sendo um fator de risco independente.

Prevenção e Tratamento

Testes gratuitos para hepatites B e C estão disponíveis em postos de saúde. Existe vacina contra a hepatite B, aplicada na infância, mas indivíduos com mais de 30 ou 40 anos podem não ter sido vacinados. Infelizmente, ainda não há vacina para a hepatite C, mas existem tratamentos com altas taxas de cura. A Dra. Moreto recomenda reduzir o consumo de álcool (acima de 12 gramas por dia aumenta o risco), evitar situações que predispõem às hepatites (como o compartilhamento de seringas e relações sexuais desprotegidas) e usar preservativos. Quanto ao tratamento do câncer de fígado, ele varia de acordo com o estágio da doença. Em estágios iniciais, cirurgia ou transplante podem ser curativos. Em casos mais avançados, terapias locais com quimioterápicos, quimioterápicos orais e cuidados paliativos podem ser utilizados. O diagnóstico precoce, por meio de rastreio, é crucial para melhorar o prognóstico.

A prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de fígado são essenciais para garantir melhores resultados de tratamento. A conscientização da população e a busca por informações e testes regulares são fundamentais para combater essa doença.

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