Instituto busca acolher mães atípicas em Ribeirão Preto
A maternidade, um desafio imenso, ganha camadas ainda mais complexas quando se trata de mães de pessoas com deficiência. Para enfrentar essa realidade, o Instituto GMA (Grupo de Mães Atípicas) em Ribeirão Preto surgiu como uma rede de apoio fundamental, acolhendo, orientando e fortalecendo essas mulheres.
A Origem do Instituto GMA
Tamara Neri, mãe atípica e fundadora do instituto, relata que o GMA nasceu de um movimento em 2022 contra as limitações impostas pelos planos de saúde às terapias de crianças, adolescentes e adultos com deficiência. Após manifestações, Tamara uniu um grupo de mães em um grupo de WhatsApp, que cresceu rapidamente de 22 para mais de 400 participantes. A necessidade de continuar se encontrando, conversando e lutando juntas impulsionou a criação do instituto.
Desafios e Barreiras Enfrentadas
Um dos maiores desafios enfrentados pelas mães de pessoas com deficiência é o capacitismo estrutural presente na sociedade. Tamara destaca que as barreiras atitudinais são especialmente difíceis de superar, como o preconceito velado em escolas e outros ambientes. Além disso, a falta de políticas públicas efetivas e o acesso limitado aos direitos também representam obstáculos significativos.
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Cuidado com a Saúde Mental das Mães
O Instituto GMA reconhece a importância da saúde mental das mães. Tamara enfatiza que, para cuidar dos outros, é fundamental cuidar de si mesma. Ela compartilha sua própria experiência com terapia e medicação, incentivando as mães do grupo a buscarem apoio e priorizarem o autocuidado.
Projetos e Ações do Instituto
Apesar de não possuir uma sede física, o Instituto GMA realiza diversas ações, como piqueniques para promover a interação entre as famílias, feiras de mães atípicas empreendedoras e palestras de conscientização em parceria com profissionais de saúde e educação. Essas iniciativas visam fortalecer a rede de apoio e promover a inclusão social.
O Instituto GMA continua a crescer e impactar positivamente a vida de centenas de famílias, mostrando a importância do acolhimento e da luta por direitos.



