Professores e alunos são contra as alterações propostas pelo MEC no modelo de administração dos institutos federais
Professores e alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Sertãozinho cruzaram os braços em greve por causa de uma possível reestruturação proposta pelo Ministério da Educação (MEC).
Falta de Diálogo e Incertezas
O movimento grevista começou há duas semanas com os estudantes, motivados principalmente pela falta de diálogo e informações claras sobre a reestruturação. De acordo com Maiar Abiyazaki, estudante de Recursos Humanos, as notícias sobre uma possível divisão do Instituto em múltiplas unidades geraram insegurança quanto ao futuro da instituição e seus recursos.
Impactos e Preocupações
Professores também aderiram à paralisação, ficando até quatro dias sem lecionar. Juliana Piunte, docente do Instituto, destaca a necessidade de esclarecimentos por parte do governo. Reinaldo Tronto, outro professor, critica o possível aumento de gastos com a divisão, especialmente em um momento de cortes orçamentários. Ele argumenta que a fragmentação em mais institutos, sem perspectiva de novos concursos ou investimentos, comprometeria a qualidade do ensino.
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Após assembleia no último final de semana, a greve foi oficializada. O coordenador do sindicato dos servidores da rede federal, Leonardo Freitas Sacramento, afirma que a reitoria tem até sexta-feira para se posicionar, caso contrário, uma nova assembleia na segunda-feira definirá a continuidade da greve. O MEC, por sua vez, informou não gerir os institutos federais e, portanto, não comentou o assunto. A CBN não conseguiu contato com a reitoria do Instituto Federal de Sertãozinho.



