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Instituto Nacional do Câncer aponta que o país pode ter 704 mil novos diagnósticos de câncer até 2025

Regiões Sul e Sudeste devem concentrar 70% dos casos; médico oncologista, Diocésio Andrade, comenta a projeção
diagnóstico de câncer
Regiões Sul e Sudeste devem concentrar 70% dos casos; médico oncologista, Diocésio Andrade, comenta a projeção

Regiões Sul e Sudeste devem concentrar 70% dos casos; médico oncologista, Diocésio Andrade, comenta a projeção

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou uma projeção preocupante: até 2025, o Brasil poderá registrar 704 mil novos casos de câncer. Em entrevista à CBN, o médico oncologista Diossésio Andrade analisou os dados e as implicações para o país.

Aumento de Casos e o Câncer de Mama

A projeção representa um aumento significativo em relação aos anos anteriores, impulsionado pelo envelhecimento da população e pelo aumento da expectativa de vida, fatores que contribuem para o crescimento de doenças crônicas como o câncer. Um dado relevante é a mudança na prevalência: o câncer de mama ultrapassou o de próstata em números absolutos, tornando-se o tumor mais comum na população geral (desconsiderando o câncer de pele não melanoma).

Prevenção e Diagnóstico Precoce

O Dr. Andrade destaca a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. Campanhas de conscientização têm contribuído para desmistificar o câncer, incentivando a população a procurar atendimento médico regularmente. Ele enfatiza a necessidade de exames de rotina, como mamografias a partir dos 40 anos para mulheres, e a importância da vacinação contra HPV para adolescentes. Para homens, recomenda-se a consulta com urologista a partir dos 50 anos para dosagem de PSA e exame de toque retal. A colonoscopia a partir dos 45-50 anos também é crucial na prevenção do câncer de intestino.

Fatores de Risco e o Sistema de Saúde

O oncologista aponta fatores como sedentarismo, estresse, consumo excessivo de álcool e tabagismo como contribuintes para o desenvolvimento da doença. Sobre o sistema público de saúde, ele reconhece avanços no acesso a medicamentos e tecnologias, mas ressalta a necessidade de maior equidade no acesso a tratamentos de qualidade em todo o território nacional, citando a existência de “ilhas de excelência” em alguns centros, mas não em todos os estados brasileiros. A ampliação de investimentos em prevenção e combate ao câncer é fundamental para garantir o acesso igualitário a um atendimento de excelência a todos os cidadãos.

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