Os sete réus respondem por homicídio triplamente qualificado; ao todo, cinco detentos foram assassinados no motim em 2011
O julgamento de sete réus acusados de participação na morte de cinco presos durante um motim em 2011 na Penitenciária 2 de Serra Azul, em Ribeirão Preto, teve início na manhã desta quarta-feira (data a ser inserida). A audiência, conduzida pela juíza Marta Maffes, contou com a presença de seis réus, enquanto Marcos Paulo da Silva, vulgo “Lucifer”, fundador de uma facção criminosa, prestou depoimento por videoconferência de local não divulgado.
Depoimentos das Testemunhas
Agentes penitenciários, testemunhas de acusação, descreveram o violento motim. Um agente, que preferiu não se identificar, relatou o clima de terror vivido durante o evento, que resultou na morte de cinco presos, três deles decapitados. Segundo o agente, o motim foi motivado por uma solicitação de transferência de alguns detentos. Ele detalhou a cena caótica, com presos sendo conduzidos a um pátio onde ocorreram os assassinatos, descrevendo o forte cheiro de sangue e a violência extrema como algo semelhante a um “filme de terror”.
Perfil dos Réus
O agente penitenciário classificou os réus como perigosos e enfatizou que, apesar de 15 presos estarem soltos no pátio durante o motim, apenas um pequeno grupo liderou os homicídios. Ele afirmou que os presos responsáveis pelas mortes são de altíssima periculosidade e não admitiram culpa.
Leia também
Acusação e Pena
O promotor de justiça, Dr. Elizeu José Berardo Gonçalves, que optou por não comentar o caso antes do encerramento da audiência, busca a condenação dos réus por homicídio triplamente qualificado. A pena mínima para esse crime é de 12 anos de reclusão por homicídio, podendo chegar a 60 anos para cada réu caso todos sejam condenados. A audiência deve se estender até o final da tarde.
O julgamento prossegue com o objetivo de apurar a responsabilidade de cada réu nos crimes ocorridos durante o motim na Penitenciária de Serra Azul.



