Demora na adesão à tecnologia de inteligência artificial pode ter impactado nos números; Nicholas Bocchi traz os detalhes
A Intel, uma das maiores multinacionais de tecnologia do Vale do Silício, Intel sofre com quedas drásticas na, enfrenta uma série de desafios que têm impactado seu desempenho no mercado. Em 2024, a empresa acumulou uma queda de quase 50% em seu valor na bolsa de valores, resultado de oportunidades perdidas e problemas técnicos recentes.
Histórico de perdas estratégicas: Durante décadas, a Intel liderou o mercado de produção de componentes eletrônicos, especialmente processadores para computadores, incluindo os voltados para gamers. No entanto, a empresa demorou a investir em inteligência artificial, enquanto concorrentes como AMD e Nvidia avançaram nessa área. Além disso, a Intel rejeitou, no início dos anos 2010, uma proposta da Apple para produzir componentes do iPhone, acreditando que o volume de vendas seria baixo. O então CEO da Intel, Paul Otellini, reconheceu posteriormente que as vendas do iPhone foram 100 vezes maiores do que o previsto e lamentou a decisão.
Negociações e investimentos perdidos: Entre 2017 e 2018, a Intel negociou a compra de uma participação na OpenAI, empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, por cerca de 1 bilhão de dólares por 15% da companhia. A Intel não concretizou o negócio, considerando-o um mau investimento. Atualmente, a OpenAI está avaliada em aproximadamente 80 bilhões de dólares.
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Dificuldades no mercado de placas de vídeo
A Intel também tentou entrar no mercado de placas de vídeo, mas não obteve sucesso significativo. A participação da empresa nesse segmento não ultrapassou 3%, e no último trimestre foi registrada em 0%. Problemas técnicos, como oxidação em partes dos processadores, causaram falhas nos produtos, afetando ainda mais a reputação da empresa.
Relevância estratégica para os Estados Unidos: O governo dos Estados Unidos acompanha a situação da Intel com preocupação, pois a empresa é fundamental para a estratégia de autossuficiência na produção de microchips. Atualmente, a maior parte dos microcondutores consumidos globalmente é produzida em Taiwan, região com tensões políticas envolvendo a China. Os Estados Unidos já investiram mais de 8 bilhões de reais na construção de fábricas da Intel em solo americano para reduzir essa dependência.
Panorama
Rumores indicam que a Intel pode abandonar a produção de placas de vídeo, enquanto o foco da indústria de processadores e GPUs se desloca para aplicações em inteligência artificial, que oferecem maior retorno econômico. Para o público gamer, isso pode significar menos novidades e possíveis aumentos nos preços dos componentes. A evolução dessa situação ainda é incerta e será acompanhada de perto.