Na coluna ‘Sala de Música’, Juliano de Oliveira traz canções criadas por IA para mostrar a capacidade dessa tecnologia
O programa Sala de Música da CBN Ribeirão apresentou recentemente músicas criadas por inteligência artificial (IA), Inteligência artificial e música, destacando a inovação na indústria musical. Juliano, participante do programa, demonstrou como a IA pode gerar composições completas em poucos segundos, incluindo letra, arranjo e voz.
Exemplos de músicas geradas por IA
Uma das músicas apresentadas foi criada em estilo MPB, com tema sobre educação musical, produzida em menos de 30 segundos. Outra composição foi feita no estilo Gypsy Jazz, um gênero originado na França, com versões em português de Portugal e português do Brasil. A letra abordava a dependência das redes sociais, destacando o refrão:
“Conexões virtuais, tão vazias e reais, beijos desenhados sentimentais. Será que um dia vou me libertar do abraço eletrônico e de verdade te abraçar?”
Uso comercial e direitos autorais: O uso de músicas geradas por IA tem sido adotado por grandes redes de varejo e academias, que criam playlists com essas composições para evitar o pagamento de direitos autorais. Na rádio, por exemplo, é necessário pagar direitos quando se utiliza músicas convencionais, mas as produções da IA permitem dispensar esses custos.
Aplicativos e estilos musicais: Entre os aplicativos mencionados para criação musical por IA estão Suno, Aiva e Laundmi, que oferecem diferentes funcionalidades, como geração de músicas completas, criação de arranjos a partir de letras fornecidas e produção de músicas instrumentais para ambientes como consultórios. O programa também apresentou uma música no estilo rock’n’roll dos anos 1960 com tema sobre o mosquito da dengue, e uma canção carnavalesca com tema de volta às aulas, ilustrando a diversidade de estilos que a IA pode reproduzir.
Informações adicionais
O processo de criação musical por IA inclui a possibilidade de gerar múltiplas versões para seleção, já que nem sempre o resultado inicial é satisfatório. A tecnologia tem avançado a ponto de reproduzir estilos musicais de forma bastante característica, o que levanta debates sobre o futuro dos compositores humanos e o impacto na indústria musical.