José Sebastião do Santos critica a atuação do Conselho Municipal e a Direção Regional de Saúde: “não sei o que estão fazendo”
A Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto suspendeu consultas e cirurgias eletivas devido a uma dívida de aproximadamente R$ 7 milhões com fornecedores e profissionais de saúde. A situação afeta cerca de 2 mil atendimentos eletivos e 150 cirurgias mensais, impactando pacientes de Ribeirão Preto e região.
Falta de Recursos e Impasses Financeiros
A entidade afirma tentar o ressarcimento desde maio de 2021, com a dívida se arrastando desde a pandemia. A prefeitura de Ribeirão Preto descontou R$ 1,6 milhão dos repasses por metas de cirurgias eletivas não atingidas durante a pandemia, segundo a Beneficência. A prefeitura nega essa informação, alegando repasses de R$ 36,6 milhões em 2022 e que o valor descontado está em processo de pagamento. Há também um impasse envolvendo o pagamento de dívidas do SaSSom (serviço de saúde dos servidores municipais), que depende da aprovação de uma lei na Câmara.
Impactos na Saúde Pública de Ribeirão Preto
A suspensão dos serviços na Beneficência Portuguesa sobrecarrega outros hospitais da cidade, como a Santa Casa e o Hospital das Clínicas, que já operam com capacidade reduzida. O médico José Sebastião dos Santos, professor da USP de Ribeirão Preto e médico do Hospital das Clínicas, alerta para os riscos do agravamento de doenças devido à falta de acesso a atendimentos eletivos. Ele destaca a necessidade de planejamento por parte dos órgãos públicos para evitar situações como essa, considerando o impacto da pandemia e a necessidade de compensar o atraso nos tratamentos.
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A Necessidade de Soluções Urgentes
A interrupção dos serviços na Beneficência Portuguesa representa um grave problema para a saúde pública de Ribeirão Preto. A falta de planejamento e os impasses financeiros entre a entidade e a prefeitura resultam em prejuízos diretos à população, que terá dificuldades em acessar serviços essenciais. A solução requer diálogo, transparência e um esforço conjunto para garantir o funcionamento adequado dos serviços de saúde na região.


