A inveja no ambiente de trabalho pode ser usada como uma fonte de autoconhecimento e desenvolvimento profissional, segundo pesquisa apresentada na coluna Emprego e Oportunidades. O estudo citado por Dimas Facioli indica que pessoas com maior capacidade de regular as próprias emoções não necessariamente sentem menos inveja, mas têm maior probabilidade de experimentar a chamada inveja benigna, que pode estimular a busca por melhorias e objetivos.
A coluna diferencia a inveja benigna, relacionada ao desejo de conquistar algo semelhante ao que outra pessoa alcançou, da inveja maliciosa, associada ao ressentimento e ao desejo de ver o outro perder sua vantagem. Dimas explica que reconhecer o sentimento e questionar o que ele revela sobre os próprios objetivos pode ser mais produtivo do que tentar reprimi-lo ou transformar a conquista do colega em ameaça.
O estudo também apresenta limitações, como a avaliação dos participantes em um único momento e o efeito considerado modesto. A pesquisa aponta ainda uma associação entre ansiedade relacionada à rejeição e inveja maliciosa, indicando que esse comportamento pode estar ligado à sensação de ameaça. Ouça o áudio completo da coluna Emprego e Oportunidades para acompanhar a reflexão sobre inveja, maturidade profissional e desenvolvimento de carreira.