Na Coluna ‘CBN Giro Sobre Rodas’ especial do mês das mulheres, você descobre a importância delas nesse meio
No programa Manhã CBN, o especialista Thiago abordou contribuições femininas pouco lembradas que ajudaram a moldar o automóvel moderno. A conversa, realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher, resgatou invenções que nasceram de necessidades cotidianas e se tornaram itens de segurança e conveniência indispensáveis.
Do para-brisa limpo à ação elétrica
Em 1903, a americana Mary Anderson, cansada de ver bondes parando constantemente para retirar neve do para-brisa, criou um mecanismo composto por um braço metálico e lâmina de borracha acionada por dentro do veículo. A solução — projetada inicialmente para limpar gelo — foi patenteada e acabou sendo incorporada, alguns anos depois, por fabricantes como a Ford: o limpador de para-brisa passou a ser oferecido no Model T a partir de 1908 e, em torno de 1913, já era item comum nos automóveis vendidos nos Estados Unidos.
Alguns anos mais tarde, a canadense Florence Lawrence, estrela do cinema mudo, desenvolveu um dispositivo mecânico para sinalizar mudanças de direção — resposta direta a um acidente que sofreu. Junto com a mãe, Charlotte Bridgwood, que patenteou posteriormente um limpador elétrico em 1917, ela passou a produzir e comercializar sistemas de sinalização e de limpeza do para-brisa. A iniciativa das duas resultou numa pequena fábrica de acessórios automotivos que funcionou até os efeitos da crise de 1929.
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Setas: invenção e hábito em falta
A pioneira sinalização de Florence Lawrence antecipou uma necessidade de segurança que persiste: o uso correto das setas ainda é uma deficiência recorrente no trânsito moderno. A tecnologia evoluiu, mas o comportamento do condutor continua sendo um desafio para a circulação segura.
Combi: versatilidade e afeto popular
Outro destaque do programa foi o aniversário de lançamento da Volkswagen Kombi: o modelo Type 2 estreou na Alemanha em 8 de março de 1950, como o segundo veículo da marca após o Fusca. No Brasil, a Kombi teve vida longa — produzida entre 1957 e 2013 — e se transformou em ícone de versatilidade, servindo como transporte de passageiros, veículo de carga, trailer, food truck e muitos outros usos. Foram cerca de 1,5 milhão de unidades fabricadas no país, e o fim da produção no Brasil despertou um mercado de colecionadores e exportações de exemplares restaurados.
As histórias relatadas no estúdio da CBN mostram como pequenas soluções criadas por mulheres contribuíram para a segurança e a praticidade dos automóveis, e como modelos como a Kombi conquistaram um lugar especial na memória afetiva dos motoristas.