Segundo meteorologista, situação é consequência de período de estiagem, vegetação seca e altas temperaturas
O inverno de 2023 se despede com um recorde preocupante: o maior número de queimadas em áreas de vegetação do estado nos últimos 10 anos. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), foram registrados quase 3.500 focos de queimada até o fim da estação, superando números de anos anteriores como 2014 (2.862 focos) e 2017 (3.100 focos).
Impactos na Qualidade do Ar
A estação de monitoramento da qualidade do ar em Ribeirão Preto apontou uma situação crítica em diversos períodos do dia, com alta concentração de fumaça e poluição. A baixa umidade do ar, agravada pela falta de chuvas, contribuiu para a piora da situação, afetando a saúde da população, principalmente aqueles que praticam atividades ao ar livre.
Causas do Aumento das Queimadas
A meteorologista Ana Flávia explica que o aumento das queimadas é resultado de uma combinação de fatores. O outono e inverno de 2023 foram excepcionalmente secos, com apenas 30% da chuva esperada para o período. Essa estiagem prolongada, aliada às altas temperaturas registradas nos últimos dias, tornou a vegetação mais suscetível a incêndios.
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Perspectivas para o Futuro
Com a primavera se aproximando, a esperança é de que as chuvas se intensifiquem e contribuam para o controle das queimadas. A previsão indica um clima mais ameno nos próximos dias, mas a situação exige atenção contínua e ações preventivas para evitar novos focos de incêndio e proteger o meio ambiente e a saúde da população.



