Engenheira agrônoma da UFSCAR detalha pontos cruciais para diminuir avanço das queimdadas
Mais de 50 dias sem chuva na região de Ribeirão Preto têm intensificado a preocupação com as queimadas. O inverno seco e quente, previsto para se estender até setembro, segundo o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura da Unicamp, aumenta os riscos à saúde e ao meio ambiente.
Prevenção de Queimadas: ações necessárias
A situação é agravada pela ocorrência frequente de incêndios criminosos em matas, beiras de rodovias e áreas urbanas. Para combater esse problema, a engenheira agrônoma Raquel Bosque, da Secretaria de Gestão Ambiental e Sustentabilidade da UFSCar, destaca três pontos cruciais: a criação de aceiros (faixas de terra sem vegetação para impedir a propagação do fogo), a vigilância constante para detecção rápida de focos de incêndio e a educação ambiental.
Vigilância e Combate Rápido
A detecção rápida de incêndios é fundamental para o sucesso do combate, permitindo a atuação imediata de brigadistas e o uso de abafadores. Quando o fogo se espalha, o controle se torna muito mais difícil, exigindo maquinário pesado e ações complexas com diversas frentes de combate.
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O Papel da População e Ações Preventivas
Além das ações governamentais, como a manutenção de aceiros e a vigilância 24 horas em áreas de Cerrado, a população tem um papel crucial na prevenção. Evitar jogar bitucas de cigarro, lixo em áreas de vegetação, fazer fogueiras e queimar lixo são medidas essenciais. A conscientização e a colaboração de todos são fundamentais para reduzir os riscos de incêndios e proteger o meio ambiente. Em caso de focos de incêndio, é importante ligar imediatamente para os bombeiros.
A combinação de ações preventivas, vigilância eficiente e resposta rápida, aliada à conscientização da população, é a chave para minimizar os impactos negativos das queimadas e preservar a região.



