Delegado Paulo Henrique Martins de Castro falou à CBN Ribeirão
O caso do desaparecimento e morte do menino Joaquim segue sob investigação. O delegado Paulo Henrique Martins de Castro concedeu uma entrevista coletiva na delegacia de investigações gerais, informando sobre o andamento das apurações e os próximos passos da polícia.
Novos depoimentos e provas
A polícia ouviu uma amiga de Natália, buscando traçar um perfil do relacionamento do casal. A amiga relatou que Guilherme era um pouco violento em alguns momentos, o que é de interesse para a investigação. Além disso, os policiais que atenderam a ocorrência no momento do desaparecimento e o bombeiro que efetuou as buscas também serão ouvidos. O delegado explicou que os depoimentos fazem parte do andamento da investigação, após a coleta de outras provas. Ele também mencionou que novas provas foram obtidas e formalizadas na sexta-feira, mas não adiantou detalhes.
Análise de dados telefônicos e laudos pendentes
A polícia aguarda os dados das operadoras telefônicas relativos ao dia do desaparecimento, principalmente da madrugada e da noite anterior. O objetivo é provar quem ligou para quem, em qual horário e por quanto tempo, buscando identificar possíveis envolvidos. Além disso, foram solicitadas quebras de sigilo telefônico de pessoas ligadas ao casal. O delegado também informou que ainda faltam resultados de laudos e exames toxicológicos, que dependem do IML de São Paulo.
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Reconstituição e comportamento do suspeito
A reconstituição do crime foi considerada positiva, permitindo refazer o trajeto de Guilherme. O delegado avaliou o comportamento de Guilherme durante a reconstituição como normal, afirmando que ele sempre demonstrou frieza e não esboçou qualquer reação. Quanto à diferença entre o tempo relatado por Guilherme e o tempo medido na reconstituição, o delegado explicou que a pressão do momento pode ter influenciado, mas mesmo assim não justificaria a grande diferença.
A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do caso e identificar os responsáveis pela morte de Joaquim. A polícia busca provas robustas para concluir o inquérito antes do prazo previsto.



