Coordenador da OAB Ricardo Alves de Macedo falou à CBN Ribeirão
As investigações sobre o caso Joaquim avançam, com 60% já concluídas, conforme informou o delegado responsável. A expectativa é de que novos depoimentos do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natália Ponte, sejam colhidos em breve. Além deles, outras pessoas próximas à família também devem prestar esclarecimentos às autoridades. O rastreamento telefônico do casal é aguardado como peça chave para elucidar o caso.
A Validade da Gravação Polêmica
Uma gravação divulgada recentemente pela Polícia Militar revela uma conversa entre Natália e Guilherme após o desaparecimento de Joaquim, onde a mãe demonstra preocupação e questiona o padrasto sobre o paradeiro do filho. A validade dessa gravação é crucial. Segundo Ricardo Alves de Macedo, coordenador da Comissão de Direito Criminal e Militar da OAB, se a gravação foi obtida com ordem judicial, ela é válida. Caso contrário, pode ser considerada ilícita, a menos que seja utilizada para comprovar a inocência de Natália.
Estratégias da Polícia e Rastreamento Telefônico
A demora na divulgação da gravação pode ter sido uma estratégia da polícia e do Ministério Público para obter mais informações e possíveis confissões dos suspeitos. A polícia busca atrásra realizar o rastreamento dos celulares de Guilherme e Natália, o que representa os 40% restantes para a conclusão do inquérito. A análise do conteúdo dos aparelhos, como mensagens de texto e dados de GPS, pode ser fundamental para traçar os passos do casal e da criança.
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Acareações e Avaliações Psicológicas
Uma acareação entre Natália e Guilherme pode ser interessante, mas talvez seja mais eficaz após a coleta de mais evidências. Colocar os dois frente a frente, com todos os elementos já apurados, pode forçar uma confissão. Uma avaliação psicológica de Guilherme também seria relevante, desde que ele concorde, pois ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo. Caso seja constatado algum distúrbio, ele pode ser submetido a medidas de segurança, como internação em um hospital de custódia.
O caso Joaquim segue em investigação, com a polícia buscando todas as evidências possíveis para esclarecer o desaparecimento da criança e responsabilizar os culpados.



