Tragédia, que terminou com a morte de 62 pessoas, vai completar 1 ano no próximo sábado (9); acompanhe a série especial do caso
Neste sábado (9), se completa um ano da tragédia aérea em Vinhedo (SP) que vitimou 62 pessoas. O voo 2283 da Voepass (antiga Passaredo), um ATR 72-500, caiu em área residencial, sem causar ferimentos a moradores. A aeronave, que havia decolado de Cascavel (PR) com destino a Guarulhos (SP), transportava 58 passageiros e 4 tripulantes.
Investigação em Andamento
Às 13h21, o avião deixou de responder à torre de controle, sem declarar emergência e em condições meteorológicas favoráveis. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga a possibilidade de falha no sistema antigelo, embora essa informação não seja confirmada pela caixa-preta. A formação de gelo nas asas é uma das hipóteses levantadas, mas as causas oficiais ainda não foram determinadas. A Polícia Federal e a Polícia Civil realizam investigações paralelas; a Polícia Civil de Vinhedo divulgou relatório final em outubro. A conclusão das investigações é esperada até o fim do ano.
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Impactos e Consequências
Entre as vítimas estavam médicos, professores e uma criança de 3 anos. A tripulação era conhecida pela atenção ao atendimento. Após o acidente, a Voepass passou por mudanças na direção e reestruturação financeira, enfrentando disputas judiciais e suspensão temporária de seu certificado de operações pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). A empresa implementou um plano de suporte às famílias das vítimas, com apoio de outras companhias e órgãos.
Um Ano Depois: Buscando Respostas
O acidente do voo 2283 é o maior da aviação brasileira em 17 anos. As investigações buscam esclarecer causas e responsabilidades, enquanto familiares ainda buscam respostas e justiça. O ocorrido reforça a importância da segurança na aviação e a necessidade de apuração completa e transparente dos fatos para evitar novas tragédias.



