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Investigador aposentado é condenado a 20 anos de prisão por morte de jovem em 1996 em Ribeirão

Pedro Moretti Júnior é apontado por integrar grupo de extermínio; ele foi acusado de matar a tiros Enoch de Oliveira Moura
Investigador aposentado é condenado a 20
Pedro Moretti Júnior é apontado por integrar grupo de extermínio; ele foi acusado de matar a tiros Enoch de Oliveira Moura

Pedro Moretti Júnior é apontado por integrar grupo de extermínio; ele foi acusado de matar a tiros Enoch de Oliveira Moura

O investigador aposentado Pedro Moret Junior foi condenado a 20 anos de prisão em regime fechado pela morte do jovem Enoch de Oliveira Moura, Investigador aposentado é condenado a 20, de 18 anos, durante uma abordagem policial em 1996, em Ribeirão Preto. A condenação por homicídio ocorreu 28 anos após o crime, em um júri popular realizado no fórum da cidade.

Enoch e o adolescente Anderson Luzeta de Souza, de 15 anos, foram mortos a tiros em maio de 1996, em frente a um bar no Parque Averíno Palma, na zona norte de Ribeirão Preto. Segundo a promotoria, Moret Junior é apontado como autor dos disparos que mataram Enoch, agindo sem oferecer chances de defesa à vítima.

Contexto do crime e investigação: Na época, os policiais alegaram que as vítimas eram suspeitas de ameaçar uma pessoa dentro de um estabelecimento e que teriam resistido à prisão, resultando em troca de tiros. No entanto, a corregedoria da Polícia Civil de São Paulo encontrou evidências de execução, já que as vítimas foram atingidas por 18 tiros. Documentos falsos foram emitidos por peritos para tentar demonstrar que os jovens estavam armados e teriam atirado contra os policiais, mas testemunhas ouvidas posteriormente confirmaram que houve execução e não resistência seguida de morte.

Grupo de extermínio e condenações: Moret Junior integrava um grupo de extermínio que atuou em Ribeirão Preto principalmente nos anos 1990, chefiado por Ricardo José Guimarães, preso e condenado por vários crimes, incluindo as mortes de Anderson e Enoch. Guimarães foi condenado a 72 anos de prisão em 2017, pena posteriormente reduzida para 51 anos. Dos outros policiais envolvidos, um morreu e outro foi absolvido.

Posição da promotoria e defesa: O promotor Marcos Túlio Nicolino afirmou que os policiais atiraram contra os jovens sem qualquer resistência, atingindo-os principalmente nas costas, peito e cabeça. Segundo ele, o caso só não foi julgado antes devido a protelações das defesas. O advogado de defesa de Moret Junior informou que já recorreu da decisão.

Informações adicionais

Não foram divulgados detalhes sobre os recursos apresentados pela defesa nem sobre o andamento atual do processo.

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