Nove candidatos à Câmara Municipal e um à Prefeitura de Ribeirão Preto são citados em relatório do Gaeco
Vereadores de Ribeirão Preto investigados na Operação Sevandija podem não assumir o próximo mandato
Suspeitas de abuso de poder
Dez candidatos, incluindo os vereadores Walter Gomes, Samuel Zanferdini, Giló Capela Novas, Genivaldo Gomes, Cícero Gomes, Bebé, Maurílio Romano, Maurício Gasparini e o candidato à prefeitura Ricardo Silva, são apontados na Operação Sevandija por suspeitas de abuso de poder político e econômico. O Gaeco enviou uma representação ao Ministério Público Eleitoral com indícios de recebimento de propina e indicações para cargos na prefeitura em troca de apoio político à prefeita.
Possíveis consequências
De acordo com o promotor José Vicente Pinto Ferreira, a comprovação de abuso de poder político e econômico pode impedir os candidatos de assumirem seus mandatos. O advogado Luiz Eugênio Escarpino explica que a obtenção ilegal de recursos para campanha, o comércio de apoio político e a troca de interesses por cargos públicos configuram abuso de poder, podendo resultar na cassação da candidatura, impedindo a diplomação e posse. Mesmo se reeleitos, os vereadores investigados podem permanecer suspensos até decisão final da justiça eleitoral.
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Reações e posicionamentos
As defesas dos envolvidos apresentaram diferentes reações. Alguns advogados alegam tentativa de minar campanhas, outros afirmam tranquilidade diante das denúncias, enquanto outros ainda não se manifestaram. Ricardo Silva, candidato à prefeitura, negou as acusações. A situação dos vereadores que não forem cassados, mas reeleitos, permanece incerta, com a possibilidade de suspensão na próxima legislatura até decisão judicial. Caso sejam condenados após assumirem os cargos, serão cassados e o segundo colocado nas eleições assumirá a vaga, como no caso de Ricardo Silva.



