Sobre a bebida e suas variações, ouça o comentário do sommelier Carlos Braghin na coluna ‘Cerveja de Conteúdo’
O universo das IPAs (India Pale Ale) é vasto e cheio de nuances, muito além do que se imagina. Apesar do amargor marcante que pode afastar alguns paladares, a popularidade desse estilo de cerveja tem crescido significativamente no Brasil e no mundo.
O Que Diferencia uma IPA?
Nem todas as IPAs são iguais. A intensidade do amargor, o aroma e o sabor variam bastante, dependendo de fatores como o tipo de lúpulo utilizado e sua origem (inglês, americano, etc.). IPAs inglesas, por exemplo, tendem a apresentar um perfil de malte mais acentuado e um amargor menos intenso que as norte-americanas, que costumam ser mais cítricas e aromáticas. A origem do lúpulo é crucial para entender as características de cada cerveja.
A História da IPA: Muito Além das Índias
A história da IPA está intrinsecamente ligada ao comércio marítimo entre a Inglaterra e a Índia. A crença popular de que o alto teor de lúpulo era necessário para conservar a cerveja durante a longa viagem é um mito. Na realidade, a IPA já era exportada desde 1711, e a utilização de grandes quantidades de lúpulo se popularizou posteriormente, por acaso, agradando aos consumidores. A denominação “India Pale Ale” surgiu mais tarde, por volta de 1760, refletindo o mercado e a rota comercial, e não uma necessidade de preservação.
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Hoje, o estilo IPA é amplamente celebrado e produzido por diversas cervejarias, com uma grande variedade de interpretações. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a maioria das cervejarias produz sua própria versão de IPA, demonstrando a popularidade e a diversidade desse estilo no mercado cervejeiro brasileiro.