Impulsionaram o índice os preços das bebidas e dos alimentos; ouça a análise de Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’
O IPCA de dezembro de 2023, divulgado pelo IBGE, fechou o ano com uma alta de 4,62%, um número abaixo do esperado por analistas.
Inflação em 2023: abaixo das projeções iniciais
Apesar do índice de dezembro ter ficado em 0,56%, acima da expectativa do mercado (0,4%), o resultado anual ficou abaixo das previsões iniciais, que apontavam para uma inflação entre 5,3% e 6%. A economia brasileira apresentou um crescimento positivo, com um nível de emprego elevado (mais de 100 milhões de pessoas empregadas), contribuindo para um cenário macroeconômico mais equilibrado do que o previsto inicialmente.
Pressões inflacionárias em 2024: alimentos e serviços
Para 2024, espera-se uma inflação um pouco mais pressionada em janeiro e fevereiro, devido a fatores sazonais, questões climáticas que afetam o preço dos alimentos e aumentos em serviços como transporte público e água e esgoto. Apesar disso, a projeção para o ano é de uma inflação em torno de 4,2%, enquanto o mercado estima 3,5%. A redução da taxa de juros, prevista para chegar a 9% ao longo do ano, deve contribuir para controlar a inflação.
Leia também
Cenário econômico e perspectivas para o futuro
O equilíbrio macroeconômico brasileiro se mostra sólido, impulsionado por fatores como aprovação de reformas (arcabouço fiscal e tributação de fundos), exportações robustas e um câmbio estável. A expectativa é de um crescimento do PIB em torno de 2,5% em 2024. Embora existam desafios geopolíticos (guerras na Ucrânia e em Israel, situação no Equador) que merecem atenção, o cenário atual indica uma tendência positiva, com aumento da geração de empregos e crescimento das pequenas e médias empresas. O crédito abundante também contribui para um panorama otimista.