Resultado representa a maior queda do índice de inflação nacional para o mês desde 2017; preço do ovo vai na contramão da queda
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação brasileira, registrou em junho sua primeira deflação em 2023, sinalizando uma queda no custo de vida. Apesar disso, alguns produtos permanecem com preços elevados, como demonstra o caso surpreendente do ovo.
Ovo x Frango: Uma Disparidade de Preços
O preço do ovo tem surpreendido consumidores, ultrapassando o valor do frango. Em Ribeirão Preto, por exemplo, um quilo de ovos custa em média R$ 17,00, enquanto um quilo de frango inteiro sai por R$ 8,00. Mesmo cortes nobres de frango, como coxa e peito, apresentam preços significativamente inferiores ao do ovo. Essa diferença acentuada demonstra uma disparidade no mercado, com o ovo se mostrando um produto mais caro que a própria carne de sua origem.
Fatores que Impulsionam o Preço do Ovo
Segundo Antônio, gerente de uma rede de supermercados em Ribeirão Preto, a alta no preço dos ovos é resultado de dois fatores principais: o aumento significativo no custo do ovo aliado à queda no preço da galinha, e o aquecimento do consumo. O economista Diego Gali Alberto complementa, explicando que, apesar da origem comum, ovo e frango seguem dinâmicas econômicas distintas. Enquanto o preço do frango acompanha a queda da carne bovina, o custo do ovo é influenciado por outros fatores de produção, independentes do preço do frango. O aumento nos custos de produção do ovo, portanto, impulsiona seu preço no mercado, contrariando a tendência de queda observada na carne de frango.
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Dicas para o Consumidor e Perspectivas Econômicas
Diante dessa realidade, a recomendação para os consumidores é pesquisar preços e buscar alternativas, buscando economizar em meio a essa disparidade. A deflação do IPCA em junho, com queda de 0,08%, o menor índice para o mês desde 2017, traz um alívio para o consumidor e perspectiva de redução na taxa de juros pelo Banco Central, fortalecendo a economia. Entretanto, a necessidade de planejamento e pesquisa de preços permanece, especialmente no que tange ao consumo de proteínas. Entre os produtos que tiveram queda de preço estão óleo de soja, frutas, leite e carnes. Por outro lado, energia elétrica, água e planos de saúde registraram os maiores aumentos, segundo dados do IBGE.



