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IPCA sobe 0,26% em setembro e os combustíveis são os principais vilões

Índice foi menor que havia sido projetado; quem faz a análise dos indicadores é Nelson Rocha Augusto no 'CBN Economia'
IPCA setembro
Índice foi menor que havia sido projetado; quem faz a análise dos indicadores é Nelson Rocha Augusto no 'CBN Economia'

Índice foi menor que havia sido projetado; quem faz a análise dos indicadores é Nelson Rocha Augusto no ‘CBN Economia’

Neste feriado de 12 de outubro, o programa Manhã CBN discutiu os dados econômicos mais recentes do Brasil. A inflação, medida pelo IPCA, subiu 0,26% em setembro, abaixo da expectativa de 0,33%, com combustíveis como principais responsáveis pelo aumento. Apesar disso, houve queda nos preços de carnes (-2,1%), ovos (-5%) e leite longa vida, entre outros itens.

Inflação sob controle e queda de juros

Apesar do aumento nos preços dos combustíveis, outros indicadores mostraram-se positivos. O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis, ficou em 0,22%, abaixo dos 0,28% de atrássto. Com o crescimento da atividade econômica e do consumo de serviços, a inflação permanece controlada, abrindo espaço para a continuidade do ciclo de redução da taxa de juros pelo Banco Central. Espera-se mais quatro ou cinco cortes de juros, possivelmente 0,5% em cada reunião.

Crescimento econômico e cenário internacional

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua projeção de crescimento do PIB brasileiro para 3,1%, corroborando previsões anteriores de crescimento mais expressivo. Indicadores como vendas, emprego e arrecadação de impostos apontam para um cenário positivo. Embora a guerra entre Israel e Hamas represente uma preocupação, seus efeitos na economia brasileira são considerados modestos até o momento, a menos que o conflito se alastre.

Cenário internacional e os EUA

O Federal Reserve (FED), banco central dos EUA, expressou preocupação com a força da economia americana e a possibilidade de novas altas na taxa de juros, embora se espere que a situação se estabilize. As taxas de juros para financiamentos imobiliários nos EUA estão em seu maior nível em 23 anos, o que impacta o mercado global. No entanto, a expectativa é de que a economia americana não atrapalhe significativamente o crescimento brasileiro nos próximos meses.

O cenário econômico brasileiro mostra-se positivo, com inflação controlada, crescimento econômico e perspectivas favoráveis para a redução de juros. A situação internacional, embora com alguns desafios, não apresenta, por enquanto, riscos significativos para a economia brasileira. O otimismo predomina, mas a atenção permanece voltada para os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e a situação econômica nos Estados Unidos.

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