Além de conferir se o consumidor recebe a quantidade correta de combustível, o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) passou a atuar também na fiscalização da qualidade do produto vendido nos postos de Ribeirão Preto e região. A novidade envolve uma parceria inédita com a Agência Nacional do Petróleo (ANP).
O material coletado é encaminhado para análise em laboratório, permitindo identificar se o combustível atende às especificações técnicas exigidas. A iniciativa é considerada inovadora em nível nacional e amplia a proteção ao consumidor.
Em 2023, o IPEM fiscalizou cerca de 3.100 bombas de combustíveis em Ribeirão Preto. Desse total, 230 foram reprovadas, o que representa um índice de irregularidade de aproximadamente 7%.
As falhas variam de problemas simples, como dígitos queimados e vazamentos, até fraudes graves no volume entregue. Um dos casos mais extremos foi registrado na região de Franca, onde a fiscalização identificou falta de até 1,4 litro a cada 20 litros abastecidos.
Tecnologia antifraude
Para combater esse tipo de irregularidade, o Inmetro estabeleceu um novo regulamento técnico que obriga a substituição de bombas antigas, muitas delas com vida útil vencida, por modelos mais modernos e antifraude.
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Esses novos equipamentos contam com componentes eletrônicos específicos que dificultam a manipulação e aumentam a confiabilidade do abastecimento, oferecendo mais segurança ao consumidor no momento da compra.
Denúncias do consumidor
Segundo o delegado do IPEM, Luiz Eduardo Gaudiano, o consumidor é a parte mais vulnerável da relação e sua participação é fundamental. Denúncias podem ser feitas diretamente à ouvidoria do instituto, com garantia de sigilo absoluto.
Para facilitar a fiscalização, o ideal é informar nome e endereço do posto, o combustível reclamado e, se possível, o número da bomba. O consumidor também tem o direito de exigir a conferência imediata com a medida-padrão de 20 litros, que deve estar disponível em todos os postos.



