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Irmãs siamesas se recuperam bem após delicado processo de separação

Maria Ysabelle e Maria Ysadora já respiram sem ajuda de aparelhos, mas ainda precisam de ajuda artificial para se alimentar
separação de siamesas
Maria Ysabelle e Maria Ysadora já respiram sem ajuda de aparelhos, mas ainda precisam de ajuda artificial para se alimentar

Maria Ysabelle e Maria Ysadora já respiram sem ajuda de aparelhos, mas ainda precisam de ajuda artificial para se alimentar

Gêmeas Siamesas: Uma Jornada de Esperança e Superação

A reportagem do Fantástico acompanhou de perto a saga das gêmeas siamesas Maria Isadora e Maria Isabel, nascidas em Patacas, interior do Ceará. Unidas pela cabeça, seu caso foi considerado pelos médicos locais como incurável devido à complexa ligação de artérias e veias entre suas cabeças. A notícia inicial foi um duro golpe para os pais, Diego e Débora Freitas.

Do Desespero à Esperança: O Caminho para Ribeirão Preto

Seis meses após o nascimento, uma luz surgiu no horizonte. Um médico cearense se interessou pelo caso e encaminhou a família para o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Lá, a equipe de neurocirurgia, liderada pelo Dr. Hélio Rubens Machado, juntamente com o renomado especialista em cirurgia crânio-facial, Dr. James Gruditt, assumiu o desafio. A raridade do caso – estima-se que apenas uma em dois milhões de crianças nascem com essa condição – exigiu a formação de uma equipe multidisciplinar para estudar minuciosamente a situação das gêmeas.

Cinco Cirurgias e um Futuro Promissor

Nos nove meses seguintes, as gêmeas foram submetidas a cinco cirurgias complexas. Antes mesmo das intervenções, a equipe médica realizou simulações em uma prótese semelhante a um crânio, planejando cada passo com precisão milimétrica. O neurocirurgião Ricardo Santos de Oliveira explicou a complexidade do procedimento, que envolveu a desconexão das veias que ligavam as crianças. Apesar das baixas estatísticas de sucesso em casos semelhantes – menos de 20% dos 45 casos mundiais registrados tiveram êxito – a equipe médica superou os desafios. A quinta e última cirurgia, que durou 22 horas e contou com a participação de 30 médicos, separou com sucesso as gêmeas. Hoje, Maria Isadora e Maria Isabel se recuperam na UTI, com uma evolução acima do esperado, apresentando movimentos simétricos e um olhar atento, indicando conexões cerebrais saudáveis. Os médicos se mostram otimistas, embora a caminhada seja longa, e a recuperação completa leve ainda algumas semanas ou meses.

A jornada das gêmeas e seus pais é um exemplo de resiliência e esperança. O apoio da equipe médica, a fé da família e a superação de desafios inimagináveis resultaram em um final feliz, que ainda está em construção. O futuro se apresenta promissor para Maria Isadora e Maria Isabel, com a possibilidade de uma vida plena e independente.

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