Pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stábeli, falou sobre queda da taxa de isolamento no município
Após o anúncio da flexibilização da quarentena em Ribeirão Preto, a cidade registrou o pior índice de isolamento social desde 15 de maio. O anúncio, antecipado pelo prefeito Duarte Nogueira, levou a um índice de apenas 44% de isolamento no sábado, dia em que o comércio reabriu.
Isolamento Social e a Realidade em Ribeirão Preto
Em entrevista à Rádio CBN, o pesquisador da Fiocruz, Rodrigo Stabile, analisou a situação. Ele destacou que Ribeirão Preto já apresentava historicamente um índice de mobilidade de 38%, sendo que a diminuição do isolamento se deve principalmente ao fechamento de escolas e universidades. Stabile alertou que a pandemia não acabou e que o interior de São Paulo registra mais mortes do que a capital, com números crescentes de óbitos.
Impactos Econômicos e a Falta de Coordenação Nacional
A discussão se estendeu aos impactos econômicos da pandemia. Stabile argumentou que não foi o isolamento social que prejudicou a economia, mas sim a falta de coordenação do governo federal no enfrentamento da crise. A ausência de uma estratégia nacional levou a planos estaduais e municipais desconectados, resultando em um cenário caótico. A falta de testes e de apoio às micro e pequenas empresas, que representam a maior parte do mercado brasileiro, agravou a situação, levando ao fechamento de negócios e desemprego.
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Lições da Pandemia e o Caminho a Seguir
Stabile comparou a resposta brasileira à pandemia com a de outros países, como China e Coreia do Sul, que obtiveram sucesso com testagem em massa e isolamento focado. O Brasil, por outro lado, assistiu passivamente à propagação do vírus, resultando em altos índices de contágio e mortalidade. A necessidade de uma coordenação central para mitigar a pandemia e reduzir o número de mortes foi enfatizada como crucial para o futuro.



