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‘Isso é tão cringe!’, ‘business plan’… novas gírias e jargões causam conflitos entre as gerações

Mestre em linguística Lígia Boareto comenta as variações da língua portuguesa na coluna 'CBN Papo Certo'
gírias e jargões
Mestre em linguística Lígia Boareto comenta as variações da língua portuguesa na coluna 'CBN Papo Certo'

Mestre em linguística Lígia Boareto comenta as variações da língua portuguesa na coluna ‘CBN Papo Certo’

A polêmica em torno da palavra “cringe” nas redes sociais motivou uma discussão sobre gíria, jargão e variação linguística no programa CBN Papo. A jornalista e mestre em linguística Lígia Boreto, juntamente com Felipe Melo e Glace Lira, analisaram o fenômeno.

Gírias e Gerações: Um Conflito de Línguas

A palavra “cringe”, de origem inglesa e significando “vergonha alheia”, viralizou na internet, dividindo opiniões entre gerações. A discussão se estendeu a outros termos considerados “bregas” pela geração mais jovem, como a necessidade de tomar café da manhã ou a reclamação sobre boletos. Esse fenômeno ilustra como a língua se transforma e se adapta às diferentes gerações, criando gírias que, com o tempo, podem cair em desuso, como “broto” ou “fulano é um pão”.

Gíria x Jargão: Diferenças e Semelhanças

O programa também abordou a distinção entre gíria e jargão. A gíria é uma expressão informal usada por um grupo específico, seja por região, geração ou afinidade. Já o jargão é uma gíria profissional, específica de uma área de trabalho, muitas vezes de difícil compreensão para quem não pertence a esse grupo. Exemplos foram citados, como o jargão do futebol (“carrinho”, “firula”, “frango”) e o jargão jornalístico (“barriga”, “foca”, “espelho”). A diferença entre gíria e jargão se relaciona com o contexto de uso e a abrangência do termo.

Variação Linguística: Um Panorama Mais Amplo

A conversa se expandiu para a variação linguística, que engloba diferenças de vocabulário, sintaxe, pronúncia e tom, indo além das gírias e jargões. A pausa na dicção de números de telefone, por exemplo, foi citada como um exemplo de variação linguística entre gerações. A conclusão é que a língua é dinâmica e está em constante evolução, refletindo as mudanças sociais e culturais.

A discussão sobre “cringe” serviu como ponto de partida para uma análise mais ampla das nuances da língua portuguesa, mostrando a riqueza e a diversidade de sua expressão em diferentes contextos e gerações. A dinâmica da linguagem, com suas gírias, jargões e variações, demonstra a sua capacidade de adaptação e a sua vitalidade.

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