Usar o EPI ajuda a minimizar os impactos da poluição provocada pela fumaça dos incêndios; condição do ar é muito ruim
Os moradores de Ribeirão Preto enfrentam uma crise na qualidade do ar que já dura pelo menos cinco dias. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Item indispensável na pandemia, a máscara volta a ser importante para a manutenção da saúde, a situação tem sido classificada como muito ruim desde o fim de semana, com níveis elevados de poluição que afetam a saúde da população local.
Especialistas recomendam o uso de máscaras para reduzir os efeitos da fumaça, pois elas protegem contra a inalação de partículas poluentes presentes no ar. A necessidade de retomar esse hábito, que se popularizou durante a pandemia de Covid-19, evidencia a gravidade do problema ambiental na cidade.
Ribeirão Preto é atualmente uma das cidades com pior qualidade do ar no estado de São Paulo. A Cetesb monitora a situação e informa que, desde as 2 horas da manhã da última segunda-feira, a qualidade do ar permanece em níveis críticos, caracterizando quase cinco dias consecutivos de poluição intensa. A cidade tem sido encoberta por uma densa fumaça, dificultando a visibilidade e expondo a população a substâncias nocivas.
Monitoramento e causas da poluição: A medição da Cetesb indica que a poluição é causada principalmente pela presença de micropartículas conhecidas como MP10, que possuem diâmetro 100 vezes menor que um milímetro. Essas partículas são facilmente inaladas e penetram profundamente no sistema respiratório, aumentando os riscos à saúde.
Segundo Murilo Innocentini, professor de Química Ambiental, a geografia de Ribeirão Preto contribui para o agravamento do problema. A cidade está localizada em uma espécie de vale cercado por montanhas, o que dificulta a circulação do ar e o dispersamento das partículas poluentes. “Ribeirão Preto é quase como um vale de um vulcão extinto, com milhões de anos, mas não é propício ao vento na região da cidade. Isso faz com que as partículas fiquem aprisionadas e a população fique exposta à inalação dessas substâncias”, explica o professor.
Impactos na saúde e recomendações: A qualidade do ar em níveis muito ruins pode causar diversos problemas de saúde, especialmente para pessoas com doenças respiratórias, crianças e idosos. A exposição prolongada a essas partículas pode agravar quadros clínicos e provocar irritações no sistema respiratório, como garganta seca e corrimento nasal, além de aumentar o risco de doenças pulmonares.
Para minimizar os impactos, os especialistas recomendam evitar a exposição em ambientes abertos, principalmente em horários de maior insolação e vento, quando a dispersão das partículas pode ser maior. O uso de máscaras, especialmente as que foram utilizadas durante a pandemia para proteção contra partículas muito pequenas, é indicado para ajudar a filtrar o ar inalado.
Medidas e perspectivas: Até o momento, não foram divulgadas informações sobre ações específicas das autoridades locais para conter a poluição ou sobre a origem exata das partículas que afetam a cidade. A população segue alerta e orientada a tomar medidas preventivas para proteger a saúde enquanto a situação não melhora.
Informações adicionais
A Cetesb é o órgão responsável pelo monitoramento da qualidade do ar no estado de São Paulo e divulga regularmente os índices de poluição das cidades. A classificação “muito ruim” indica que a concentração de poluentes ultrapassa os limites recomendados para a saúde pública, exigindo atenção redobrada da população.



