Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marco Guarizzo
Um levantamento recente aponta para um aumento de 5% nos preços dos produtos essenciais para o café da manhã até junho deste ano. O café em pó, por exemplo, apresentou um aumento de 3,34% apenas no mês de junho, em comparação com maio. Para entender melhor esse cenário e seus impactos na economia, conversamos com o economista Alexandre Nicolela.
O Impacto no Poder de Compra
Segundo Nicolela, o principal impacto desses aumentos reside na capacidade de compra da população. Se os salários não acompanham o ritmo da inflação, o poder aquisitivo diminui. “Se o café está subindo, isso impacta diretamente na sua capacidade de compra ou na capacidade de compra do seu salário. Ou seja, desvaloriza o seu salário”, explica o economista. Essa situação gera a sensação de empobrecimento, pois o dinheiro disponível parece não ser suficiente para cobrir as despesas.
Fatores Climáticos e a Inflação dos Alimentos
O economista destaca que muitos produtos do café da manhã são agrícolas, sujeitos a influências climáticas e variações cambiais. A alta da farinha de trigo, por exemplo, impacta diretamente o preço do pão francês, que já está 6,36% acima da média da inflação. Secas, enchentes e outros eventos climáticos afetam a oferta desses produtos, contribuindo para o aumento generalizado dos preços.
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Substituições Limitadas e o Aperto no Cinto
Nicolela ressalta a dificuldade em substituir itens básicos do café da manhã, como leite e pão. A alta do preço do trigo, por exemplo, afeta praticamente todos os tipos de pão. “Não tem muito o que fazer. A gente vai ter que conviver com esse aumento de preço e apertar o cinto em outro local, em outra parte da nossa cesta de consumo, que não esses bens que a gente consome e que a gente tem baixa capacidade de trocar”, conclui.
Diante desse cenário, resta aos consumidores buscar alternativas e ajustar seus orçamentos para lidar com o aumento dos preços dos alimentos.



