CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Já ouviu a expressão ‘All-In’? Ela pode ser uma ‘virada de chave’ importante na qualidade de vida!

Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro 'Dê o seu All In'
Já ouviu a expressão All-In? Ela
Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro 'Dê o seu All In'

Maristela Araújo recebe Daniella Lemos, que desenvolve projetos que transformam a educação e lança o livro ‘Dê o seu All In’

O programa “Respiro e Longevidade”, Já ouviu a expressão ‘All-In’? Ela pode ser uma ‘virada de chave’ importante na qualidade de vida!, transmitido aos sábados das 9h às 9h30 pela rádio CBN e disponível em plataformas digitais, recebeu a apresentadora e desenvolvedora de projetos Daniela Lemus para uma conversa sobre comportamento, saúde e longevidade. Daniela, que também é escritora, lançou recentemente o livro “Dê seu All-in”, que traz uma filosofia de vida baseada na tomada de decisões corajosas e na aposta total nas próprias convicções.

Origem e significado do conceito “All-in”

Daniela explicou que o termo “All-in” vem do poker e significa apostar todas as fichas em uma única jogada, sem garantia de vitória, mas com a expectativa de sucesso. Para ela, essa expressão reflete uma filosofia de vida que envolve assumir riscos conscientes e apostar no próprio potencial, mesmo diante da incerteza.

“Eu sou uma apostadora de fichas nas coisas que eu acredito. Quando falo ‘dê seu All-in’, é sobre assumir a responsabilidade da sua vida e apostar todas as suas fichas no que você pode fazer de melhor.”

Responsabilidade pessoal e poder interno: Durante o programa, Daniela abordou a importância de assumir a responsabilidade pelos próprios resultados, evitando transferir culpas para fatores externos como o governo, o sistema ou outras pessoas. Ela destacou que o poder pessoal está ligado à capacidade de automotivação e à tomada consciente de decisões.

“Quando você fala ‘você pode’, é trazer a responsabilidade da sua vida para si. Isso não é empoderamento no sentido político, é poder pessoal, a relação entre corpo e cérebro para tomar decisões.”

Daniela também comentou sobre sua visão tradicional em relação aos papéis sociais de homens e mulheres, ressaltando a importância dos valores familiares para a saúde emocional e social.

Desafios contemporâneos: baixa tolerância à frustração e medo: A psicóloga Sara Edmond foi mencionada para explicar o conceito de baixa tolerância à frustração (BTF), que, segundo Daniela, é comum na sociedade atual, especialmente entre os jovens, devido ao imediatismo proporcionado pela tecnologia.

“Vivemos num mundo de BTF. Qualquer coisa frustra, desde um café que não vem como esperado até situações maiores. Isso gera uma dificuldade enorme em lidar com o não e a frustração.”

Para lidar com a frustração e o medo, Daniela recomenda o uso do método socrático, que consiste em avaliar racionalmente os ganhos e perdas de cada situação, colocando o medo como um conselheiro que deve ser ouvido, mas não comandar as decisões.

“O medo é biológico, ele está no banco de trás do carro. Ele fala, mas quem dirige é você. Você precisa conversar com a sua mente para controlar o medo e a frustração.”

Importância da esperança, propósito e felicidade

Daniela ressaltou a relevância da esperança como elemento fundamental para a longevidade e qualidade de vida, independente da crença religiosa. Ela destacou que a vida é feita de ciclos de tempos bons e ruins, e que a dor pode ser um motor para encontrar o propósito.

“A dor tem relação com a minha missão aqui. Ela me lembra o caminho da minha evolução.”

Além disso, Daniela enfatizou que a felicidade está relacionada à experiência emocional sentida no corpo, que influencia diretamente a saúde física e mental.

“Ser feliz é sentir a emoção no corpo. Isso reverbera na saúde, na pele, no cabelo, na qualidade de vida.”

Envelhecimento ativo e longevidade: Para pessoas com 70 anos ou mais, Daniela incentiva a busca por novas atividades e a reinvenção pessoal, destacando que a sensação de utilidade é essencial para evitar a depressão e o adoecimento.

“Você pode diminuir o ritmo, mas jamais deve parar. A prostração e o sentimento de inutilidade são fatores que levam à doença.”

Ela compara o corpo a um carro que precisa estar em funcionamento para não perder a bateria, reforçando a importância da produtividade e da convivência social para a longevidade.

Superação do medo do julgamento e realização pessoal: Daniela alertou sobre o medo do julgamento alheio como um dos maiores obstáculos para a realização pessoal, especialmente em fases avançadas da vida.

“Quando você tiver 70 anos, vai olhar para trás e perceber que não fez metade do que queria por medo do julgamento. No final, as pessoas estavam preocupadas com elas mesmas.”

Ela encoraja a apostar em novos projetos e a buscar a felicidade como missão de vida primária, pois somente sendo feliz é possível ajudar os outros.

Entenda melhor
  • All-in: termo do poker que simboliza apostar tudo em uma única jogada, usado como metáfora para assumir riscos na vida.
  • Baixa tolerância à frustração (BTF): dificuldade crescente em lidar com situações frustrantes, comum na sociedade atual.
  • Medo biológico: mecanismo ancestral de proteção, que deve ser reconhecido e controlado para não paralisar as decisões.
  • Felicidade e saúde: emoções positivas sentidas no corpo influenciam diretamente o bem-estar físico e mental.
  • Longevidade ativa: manter-se produtivo e socialmente engajado é fundamental para a saúde na terceira idade.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.