Evento realizado com os primeiros carros do Brasil é precursor dos carros alegóricos; confira os detalhes com Tiago Songa
O Carnaval e o Automobilismo: Uma História sobre Rodas
Dos Corços Carnavalescos aos Trios Elétricos
Muito antes das escolas de samba dominarem os desfiles de Carnaval, existiam os corços carnavalescos. Esses desfiles, que aconteciam principalmente nas capitais brasileiras, eram realizados a pé ou com cavalos puxando carruagens. A chegada do automóvel, inicialmente na Europa com a “Batalha das Flores”, revolucionou a forma como os corços eram realizados. No Brasil, o uso de automóveis em desfiles carnavalescos tornou-se popular após 1907, quando as filhas do presidente Afonso Pena desfilaram em um carro presidencial, lançando confetes e serpentinas para o público.
O Automóvel no Carnaval Brasileiro
A partir daí, famílias de classe alta começaram a usar seus automóveis nos desfiles, e alugar carros para participar se tornou comum. Essa prática, que se popularizou até os anos 30, demonstra a rápida adaptação do automóvel à tradição carnavalesca brasileira, transformando a forma como as pessoas participavam e assistiam aos desfiles. A evolução dos desfiles automobilísticos no carnaval é um reflexo da crescente popularização do automóvel no país.
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O Nascimento do Trio Elétrico
Outra importante inovação no Carnaval e no uso de automóveis foi o surgimento do trio elétrico, em 1950. Dodô e Osmar, adaptando uma guitarra elétrica a um Ford 1929, criaram um veículo que revolucionou a forma de tocar música e animar os desfiles. Existem duas versões sobre a origem do nome “trio elétrico”: uma relacionada à presença de três componentes principais e outra que inclui Dodô, Osmar e o Ford 1929. O trio elétrico se tornou um símbolo do Carnaval, especialmente no Nordeste.
O Carnaval brasileiro, portanto, possui uma rica história entrelaçada com a evolução do automóvel no país, desde os desfiles de carros antigos até a inovação do trio elétrico. A combinação de tradição e tecnologia moldou a festa popular que conhecemos hoje.