Edmo Bernardes fala sobre novas jogadas de marketing aderidas pelas grandes empresas; ouça a coluna ‘Multimídia’
O McDonald’s lançou uma linha de esmaltes em parceria com a britânica Nails.Ink, estabelecendo um novo cruzamento entre os universos da gastronomia e da beleza. A coleção, já disponível na Europa, traz nomes que aludem ao cardápio da rede e inclui itens em miniatura e unhas postiças com embalagens inspiradas na icônica sacola das batatas fritas.
Beleza com referências ao cardápio
A colaboração reúne esmaltes em tamanho reduzido e conjuntos de unhas artificiais em formato amêndoa, em tons nude, com 30 unidades por embalagem. Um dos produtos apresenta um aplicador com detalhe dourado em forma de coração pensado para sobreposição. A iniciativa segue a tendência de marcas de fast-food que exploram experiências e colecionáveis para estreitar o vínculo com consumidores e ampliar a presença da marca para além da alimentação.
Pacaimbu reabre como Mercado Livre Arena
Foi definida a data de reinauguração do estádio Pacaimbu, privatizado e reformado: o complexo passará a se chamar Mercado Livre Arena Pacaimbu, enquanto o campo receberá o nome Mercado Pago. A inauguração está marcada para 19 de abril, com show de Roberto Carlos como atração de abertura.
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O estádio terá capacidade para 8.500 pessoas e contará com espaços voltados a lazer, eventos, congressos e convenções — usos previstos desde o projeto original. O Mercado Livre, que celebra 30 anos, deve investir mais de R$ 1 bilhão no empreendimento, valor que deverá cobrir os custos da obra.
Crise no luxo e oportunidades para marcas populares
A retração no mercado de luxo nos últimos anos, agravada pela pandemia, abriu espaço para que marcas mais populares ampliem sua oferta e conquistem consumidores que buscam produtos de maior apelo aspiracional com preços relativamente mais acessíveis. A Zara, por exemplo, lançou uma coleção cápsula em couro legítimo, limitada e disponível em parte de suas lojas e plataforma online, com preços que chegam a R$ 699 em um casaco e R$ 489 em um vestido.
Especialistas apontam que a movimentação pode atrair novos clientes, mas também exige cautela: preços mais altos dentro do padrão da marca podem afastar parte da base consumidores acostumada a faixas mais acessíveis. O cenário mostra um mercado em rearranjo, em que grifes tradicionais tentam se recuperar ao mesmo tempo em que fast-fashion ampliam sua participação.
Essas são as principais atualizações desta edição da coluna multimídia.