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‘Já temos resultados positivos’, diz professor sobre pesquisa do uso de remédio contra HIV para combater a Covid-19

Estudo teve início na faculdade de farmácia da USP de Ribeirão e segue para estudos clínicos na Universidade Federal do Ceará
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Estudo teve início na faculdade de farmácia da USP de Ribeirão e segue para estudos clínicos na Universidade Federal do Ceará

Estudo teve início na faculdade de farmácia da USP de Ribeirão e segue para estudos clínicos na Universidade Federal do Ceará

A pandemia de COVID-19 impulsionou a busca por tratamentos alternativos. Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, em colaboração com a Universidade Federal do Ceará, investiga o uso do fumarato de tenofovir, medicamento do coquetel contra HIV, no combate ao coronavírus.

Testes e Resultados Promissores

Iniciada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, a pesquisa utilizou modelagem computacional para avaliar a interação do fumarato de tenofovir com a proteína do vírus. Estudos mostraram uma ação 15 vezes maior na redução da carga viral em comparação com o placebo. A colaboração internacional, com universidades de Harvard, Espanha e França, acelerou o processo de pesquisa e testes clínicos.

Desenvolvimento e Colaboração

O projeto, inicialmente focado no desenvolvimento de ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) no Brasil, ganhou novo impulso com a pandemia. A escolha da Universidade Federal do Ceará para os testes clínicos se deu pela alta incidência de casos na região durante a primeira onda, facilitando a obtenção de um número significativo de pacientes para o estudo. A pesquisa segue metodologias rigorosas, incluindo testes cegos com placebo, para garantir a confiabilidade dos resultados.

Avanços e Considerações Finais

Embora os resultados sejam promissores, principalmente para pacientes graves, é importante ressaltar que o fumarato de tenofovir não cura a COVID-19 e não deve ser usado sem orientação médica. Os estudos clínicos estão em andamento, e os resultados completos ainda não foram divulgados. A pesquisa destaca a importância da colaboração científica internacional e a necessidade do Brasil investir em soberania na produção de IFAs para enfrentar futuras pandemias.

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