Na última semana 10 pessoas, todos idosos e com comorbidades, morreram por complicações da doença
O retorno às aulas e as festas de fim de ano impulsionaram um aumento significativo de casos de Covid-19 em diversas cidades do estado, causando preocupação com a saúde pública.
Aumento de casos e óbitos em Abuticabal
Abuticabal, por exemplo, registrou um aumento de quase 4% no número de óbitos em sete dias, saltando de 261 para 271. Esse crescimento chama atenção, principalmente considerando que a variante Ômicron, embora altamente transmissível, é considerada menos grave que outras.
Situação em Abuticabal: relato do secretário municipal de Saúde
Em entrevista à CBN, o secretário de Saúde de Abuticabal, André Luiz Domingues, detalhou a situação. Segundo ele, a cidade vivencia um aumento expressivo de casos, com um pico de aproximadamente 3.300 novos casos positivos em janeiro, após meses com números próximos a zero. Apesar disso, o secretário observou uma queda recente na procura por atendimento, com uma redução de 700 para 200 atendimentos diários na última semana. A maioria dos óbitos (10 nas últimas sete dias e 15 nas duas semanas anteriores) envolveu pacientes acima de 60 anos com comorbidades, internados em hospitais de cidades vizinhas, como Monte Alto, Sertãozinho e Ribeirão Preto, pois Abuticabal não possui leitos de UTI.
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Medidas e perspectivas
A prefeitura de Abuticabal está em negociações com um hospital privado para ampliar o número de leitos de UTI e busca recursos para custear esses leitos. A vacinação no município está em torno de 90% da população com o esquema completo. O secretário reforça a importância da população manter medidas preventivas, como o uso de máscara e álcool em gel, lembrando que a pandemia não acabou e que a variante Ômicron é altamente transmissível.
A situação em Abuticabal reflete a realidade de muitas cidades, com um aumento de casos após as festas de fim de ano e o retorno às aulas, exigindo esforços conjuntos para garantir o atendimento à população e conter o avanço da doença. A queda recente na procura por atendimentos indica uma possível desaceleração, mas a vigilância e as medidas preventivas permanecem essenciais.



