Inflação ainda segue prejudicando o orçamento das famílias brasileiras; alta foi puxada principalmente pelos alimentos
A inflação continua impactando o orçamento das famílias brasileiras, principalmente as de baixa renda. Em janeiro de 2024, o índice atingiu o maior valor dos últimos seis anos, segundo o IBGE, impulsionado pela alta nos preços dos alimentos.
Impacto da inflação nos alimentos
Com a inflação de janeiro acima de 0,5%, os alimentos registraram alta de 1,1%, acumulando quase 8% em 12 meses. Esse aumento acentuado dificulta o fechamento das contas no fim do mês para muitas famílias. Produtos como carnes (1,32%), frutas (3,4%), café moído (mais de 55%), cenoura (25%), cebola (12,4%), batata (quase 10%) e tomate (mais de 6%) tiveram altas significativas.
Mudanças nos hábitos de consumo
A situação força as famílias a mudarem seus hábitos de consumo. Muitas estão substituindo alimentos mais nutritivos por opções mais baratas e reduzindo o consumo de itens essenciais. O relato de Fátima Gomes Bent, que perdeu o emprego e precisa complementar sua renda com bicos, ilustra a realidade de muitas famílias: redução no consumo de itens básicos como arroz, açúcar, café e a necessidade de optar por proteínas mais acessíveis, como frango e linguiça.
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Necessidade de adaptação
O reajuste do salário mínimo não acompanha a alta da inflação, forçando as famílias a economizarem ao máximo. Donas de casa estão se tornando especialistas em economia doméstica, buscando ofertas e negociando preços para equilibrar o orçamento. A situação exige adaptação contínua e criatividade para enfrentar o difícil cenário econômico.



