Brasil é o segundo país com maior incidência da doença só perdendo para a Índia
Janeiro é o mês de conscientização da hanseníase, doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae. O Brasil lidera o ranking mundial em taxa de detecção, com o maior número de diagnósticos considerando a população.
O que é hanseníase?
A hanseníase afeta principalmente os nervos periféricos, causando perda de sensibilidade, câimbras e formigamento. Pode também provocar alterações motoras e perda de força. Antigamente chamada de lepra, o termo foi abandonado devido ao preconceito associado à doença na época em que não havia tratamento. Outras doenças de pele eram erroneamente diagnosticadas como lepra.
Sintomas e transmissão
Os sintomas mais comuns são neurológicos: perda de sensibilidade, formigamento, câimbras e sensação de agulhadas, geralmente em áreas específicas do corpo. A doença evolui lentamente, podendo levar de três a cinco anos de convívio com um indivíduo bacilífero (com a forma mais avançada da doença) para se desenvolver. Além dos sintomas neurológicos, podem surgir manchas na pele e caroços, sempre acompanhados de perda de sensibilidade. A hanseníase não tem grupo de risco específico e a transmissão ocorre por via aérea, semelhante a uma gripe, mas requer um longo período de convivência com um indivíduo infectado.
Diagnóstico e tratamento
Qualquer pessoa com sintomas como dormência, formigamento ou câimbras em alguma área da pele deve procurar um médico. O diagnóstico é feito por um profissional de saúde, não sendo necessário um especialista. O tratamento é feito com antibióticos, em esquema definido pela OMS, podendo durar seis ou doze meses. O diagnóstico precoce é crucial para evitar incapacidades como perda de sensibilidade e força muscular, que podem levar a problemas como ulcerações e até amputações. O preconceito ainda é um obstáculo, mas a hanseníase tem cura se tratada adequadamente.
A hanseníase é uma doença tratável e curável. A busca por diagnóstico precoce é fundamental para evitar sequelas e garantir a qualidade de vida dos pacientes. Procure atendimento médico ao perceber qualquer sintoma suspeito.



