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Janeiro Roxo é o mês dedicado à conscientização sobre a hanseníase

Brasil é o país que mais diagnostica hanseníase em termos percentuais; confira a entrevista com o Dr. Cláudio Salgado
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Brasil é o país que mais diagnostica hanseníase em termos percentuais; confira a entrevista com o Dr. Cláudio Salgado

Brasil é o país que mais diagnostica hanseníase em termos percentuais; confira a entrevista com o Dr. Cláudio Salgado

Janeiro é o mês de conscientização sobre a hanseníase, doença tropical negligenciada com indícios de uma endemia oculta no Brasil. Para discutir o tema, conhecido como Janeiro Roxo, conversamos com o médico dermatologista Claudio Salgado.

O que causa a hanseníase e como ela se transmite?

A hanseníase é causada pela bactéria Mycobacterium leprae (antigamente chamada de lepra, nome proibido em documentos oficiais brasileiros há quase 30 anos). A transmissão ocorre pelo ar, semelhante à tuberculose. O contato próximo com uma pessoa com hanseníase ativa e sem tratamento aumenta significativamente o risco de contágio. Por isso, o exame de contato é crucial, incluindo familiares e pessoas com quem o paciente conviveu, devido ao longo período de incubação da doença.

Diagnóstico e sintomas da hanseníase

O diagnóstico envolve exame clínico detalhado, incluindo testes de sensibilidade na pele, força muscular e avaliação da sudorese. A hanseníase não se manifesta apenas com manchas na pele; sintomas como dormência, perda de sensibilidade, fraqueza muscular e alterações na sudorese merecem atenção. Um questionário elaborado pela região de Ribeirão Preto auxilia na identificação de possíveis casos. A falta de expertise em exames clínicos detalhados, agravada pela pandemia, contribui para a subnotificação da doença, fazendo com que o Brasil tenha um número de casos novos diagnosticados muito inferior ao real.

Tratamento e sequelas

O tratamento da hanseníase é feito com poliquimioterapia, mas a utilização do mesmo esquema há 40 anos tem levado ao surgimento de bactérias resistentes aos antibióticos. A falta de revisão do tratamento, devido à negligência da doença, agrava o problema. As sequelas da hanseníase, como perda de sensibilidade e força muscular, podem levar a incapacidades físicas, como o pé caído e dificuldade em manipular objetos, impactando significativamente a qualidade de vida, principalmente em crianças. A hanseníase ainda é a doença infecciosa que mais causa sequelas no mundo.

A conscientização sobre a hanseníase é fundamental para o diagnóstico precoce e tratamento adequado, prevenindo sequelas e contribuindo para o controle da doença no Brasil. A campanha Janeiro Roxo busca informar a população e mobilizar profissionais de saúde para o enfrentamento dessa doença negligenciada.

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