Médico dermatologista tira dúvidas sobre a doença que afeta milhares de pessoas todos os anos no Brasil
O janeiro roxo é o mês dedicado à conscientização e tratamento da hanseníase, uma doença infecciosa causada por bactéria. O Brasil é o segundo país com maior número de casos no mundo, atrás apenas da Índia, configurando um problema de saúde pública.
Transmissão e sintomas: A hanseníase é contagiosa, Janeiro roxo, mas sua transmissão ocorre por contato íntimo e prolongado, como morar junto, dormir na mesma cama ou trabalhar muito próximo de uma pessoa infectada. A bactéria é transmitida por gotículas de saliva, suor e contato direto com secreções. A doença pode se manifestar na pele de diversas formas, incluindo manchas brancas ou avermelhadas, áreas de dormência, perda de sensibilidade, diminuição de pelos e redução da sudorese local.
Quando procurar um especialista: É recomendado procurar um dermatologista ao identificar manchas na pele que apresentem perda de sensibilidade, diminuição de pelos ou ausência de suor, mesmo sem dor. Dormências localizadas, como no quarto e quinto dedos da mão ou em outras regiões, também são sinais sugestivos da doença. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.
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Complicações da hanseníase não tratada
Sem tratamento, a hanseníase pode evoluir para quadros graves, incluindo anestesia da área afetada, feridas que não cicatrizam, infecções secundárias, necrose e perda de partes do corpo, como dedos e orelhas. Uma complicação comum é a úlcera plantar malperfurante, ferida crônica na sola dos pés.
Tratamento e desafios: O tratamento da hanseníase é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e dura de seis a doze meses, utilizando três tipos de antibióticos. No entanto, há relatos de falta de medicamentos, o que compromete o tratamento. Especialistas destacam a necessidade de investimentos contínuos em campanhas de conscientização e no fornecimento regular dos medicamentos para garantir o controle da doença.
Informações adicionais
Além do tratamento, é importante combater o preconceito relacionado à hanseníase, que ainda persiste devido a mitos antigos. A doença não é transmitida por cumprimentos, abraços ou proximidade casual. A informação correta é essencial para orientar a população e apoiar os pacientes.



