Jogador foi indiciado por injúria e importunação sexual, Dudu Hatamoto por estupro e Lucas Delgado por dissimulação
O Botafogo enfrenta um momento delicado após a conclusão do inquérito policial que envolve três de seus jogadores: Dudu, João Ogui e Lucas Delgado. O caso, que gerou grande repercussão nacional, trata de acusações de violência sexual contra uma mulher de 27 anos em um hotel no Rio de Janeiro.
Indiciamentos e acusações
A polícia civil carioca indiciou os jogadores por diferentes crimes. Dudu Rata foi indiciado por estupro, após admitir ter mordido o seio da vítima. Lucas Delgado foi indiciado por posse sexual mediante fraude (dissemulação), por ter realizado o ato sexual sem preservativo, sem o consentimento da mulher. João Ogui foi indiciado por injúria e importunação sexual, após áudios de conversas revelarem que ele teria xingado a vítima. As defesas dos jogadores se manifestaram, discordando das conclusões do inquérito.
Defesas e posicionamento do Botafogo
A defesa de João Ogui, representada pelos advogados Graciela Queiroz e Raul Rodrigues, contestou o indiciamento, alegando que o delegado não teria competência para tal, e que o Ministério Público deveria decidir sobre o caso. A defesa também questionou a rapidez da investigação, a ausência de depoimento de testemunhas de defesa e a existência de um perfil falso nas redes sociais que teria pedido dinheiro para a retirada da queixa. A defesa de Lucas Delgado afirma que ele se colocou à disposição para depor, mas estava na Argentina após ter seu contrato rescindido pelo Botafogo e não foi ouvido. O Botafogo, por sua vez, afirma aguardar a comunicação oficial sobre a conclusão do inquérito para se manifestar.
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Próximos passos e desdobramentos
O caso agora seguirá para o Ministério Público, que analisará as provas e decidirá se oferece denúncia contra os jogadores. O Botafogo já aplicou punições disciplinares (multas) a Dudu e João Ogui, mas novas sanções podem ser aplicadas após a decisão do Ministério Público. O futuro dos jogadores no clube permanece incerto, considerando os contratos de João Ogui (até maio de 2024) e Dudu Rata (até dezembro de 2024). A justiça terá a palavra final sobre a culpa ou inocência dos envolvidos, e o caso promete gerar novos desdobramentos.



