Governador havia prometido que Ribeirão Preto receberia o primeiro Baep de sua gestão
O governador de São Paulo, João Doria, anunciou a criação de quatro novos Batalhões de Ações Especiais da Polícia Militar (Baeps), contrariando promessa de campanha.
Novos Baeps e promessas não cumpridas
Na última sexta-feira, Doria assinou decreto para instalação de novos batalhões em São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e no centro da capital paulista. Essa decisão gerou controvérsia, pois em entrevista à TV Globo em outubro de 2018, antes mesmo de assumir o cargo, Doria havia afirmado que Ribeirão Preto e Taubaté seriam as primeiras cidades a receber os Baeps. Em sua fala, Doria declarou que seriam três batalhões, com 300 policiais cada, e que Ribeirão Preto e Taubaté seriam prioridade. No entanto, essas cidades ficaram de fora da primeira fase do projeto.
Critérios de escolha e funcionamento dos Baeps
Questionado sobre os critérios de escolha, Doria justificou a decisão com base na necessidade real de cada região. Segundo ele, a implantação dos 13 Baeps planejados (somando-se aos cinco já existentes) levará tempo, sendo os quatro primeiros colocados em operação em 12 de abril. O governador enfatizou a abrangência regional dos Baeps, destacando que eles não são exclusivos de uma cidade, mas atuam em toda a região.
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Análises divergentes sobre a localização dos Baeps
O coronel da reserva José Vicente da Silva, secretário nacional de segurança pública, discordou da escolha das cidades. Para ele, apenas Presidente Prudente justificaria a instalação de um Baep. Ele argumentou que algumas regiões, como a de Presidente Prudente, já contam com estrutura policial suficiente e que a prioridade deveria ser dada a áreas com maior demanda, como as que sofrem com o tráfico de drogas e armas. Apesar da promessa de campanha de 17 batalhões, a estratégia de implantação dos Baeps tem sido questionada, com debates sobre a eficácia do modelo e a melhor alocação dos recursos.
Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de imprensa do governo estadual não se pronunciou sobre a inclusão de Ribeirão Preto no projeto. A expectativa permanece sobre quais cidades serão contempladas nas próximas fases da implantação dos Baeps e como o governo irá lidar com as críticas e promessas não cumpridas.



