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Jogadores profissionais de esportes eletrônico pedem maior participação nos projetos de lei

Quem comenta o pedido aos deputados estaduais é o especialista em direitos desportivos, Nicholas Bocchi, em 'Good Game CBN'
esportes eletrônicos e leis
Quem comenta o pedido aos deputados estaduais é o especialista em direitos desportivos, Nicholas Bocchi, em 'Good Game CBN'

Quem comenta o pedido aos deputados estaduais é o especialista em direitos desportivos, Nicholas Bocchi, em ‘Good Game CBN’

Players do mercado de esportes eletrônicos se unem em defesa de seus interesses

Carta aos deputados estaduais

Desenvolvedores, organizadores de competições, atletas e clubes do cenário de eSports enviaram uma carta aos deputados estaduais, demonstrando preocupação com projetos de lei em tramitação que regulamentam o setor. A principal crítica se direciona à falta de diálogo com o mercado antes da aprovação dessas leis, resultando em um processo considerado arbitrário pelos envolvidos.

Confederações oportunistas?

A carta destaca a insatisfação com a centralização do poder nas mãos das federações esportivas. Muitas dessas entidades não possuem ligação com as empresas detentoras dos jogos, mas buscam, através da legislação, o direito de utilizar os jogos sem investimento ou participação na criação, gerando o rótulo de “oportunistas” por parte do mercado.

Problemas com os projetos de lei

Além da questão das federações, os projetos de lei apresentam outros pontos problemáticos. A limitação na organização de competições, restringindo-a apenas às federações, e a classificação de jogos violentos como não pertencentes ao âmbito esportivo são exemplos de preocupações levantadas pela carta. A distinção entre a indústria de games (exploração do jogo) e a indústria de eSports (exploração do espetáculo esportivo) é crucial para entender a inadequação de legislar sobre violência no contexto dos eSports, já que a legislação de jogos eletrônicos já aborda a questão do conteúdo violento.

A polêmica gerada pela carta reside na aparente contradição entre a defesa do eSports como esporte em alguns trechos e a negação dessa classificação em outros, dependendo dos interesses dos players do mercado. A regulamentação ideal deve priorizar a lisura das competições, combatendo práticas como doping e manipulação de resultados, sem, no entanto, inviabilizar o setor com custos excessivos que afastem investidores.

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