Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’, com Danielle Zeoti
O jogo Baleia Azul, um desafio virtual com 50 tarefas que culminam no suicídio, tem preocupado pais e educadores. Recentemente, um caso na região de São Carlos envolvendo um adolescente de 15 anos que se automutilou após participar do jogo trouxe o tema à tona.
A Conexão com a Automutilação
A psicóloga Dani-elli destaca a relação entre o jogo e a automutilação juvenil, um problema já considerado epidêmico. O desafio da Baleia Azul encontra terreno fértil em adolescentes que já sofrem com conflitos emocionais intensos, utilizando-se da automutilação como forma de externalizá-los. A gravidade do jogo reside na progressão de desafios, iniciando com tarefas aparentemente inofensivas e culminando em atos autodestrutivos.
Sinais de Alerta e Prevenção
A especialista enfatiza a importância da observação atenta dos pais e responsáveis. Mudanças repentinas de comportamento, como isolamento social, alterações de humor (irritabilidade, agressividade ou depressão), distúrbios do sono e apetite, queda no desempenho escolar e mudanças no padrão de vestimenta, são sinais que merecem atenção. A qualidade do tempo dedicado aos filhos é crucial, mesmo que em curtos períodos, buscando um diálogo genuíno e observando o comportamento sem ser intrusivo.
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A Importância dos Limites e da Comunicação
Dani-elli aponta a falta de limites e a dificuldade em dizer “não” como fatores que contribuem para a vulnerabilidade dos adolescentes. A ausência de regras claras e a busca por uma amizade excessiva com os filhos, em detrimento da figura de autoridade parental, podem deixar os jovens desamparados e mais suscetíveis a comportamentos de risco. Estabelecer limites firmes, mesmo diante de birras, demonstra amor e respeito, protegendo-os de influências negativas como o jogo Baleia Azul. A intervenção precoce é fundamental para prevenir consequências graves.