Ex-advogada do Sindicato dos Servidores de Ribeirão Preto é acusada de desvio de dinheiro público
Joias avaliadas em R$ 130 mil foram encontradas pela operação Gaeco na Caixa Econômica Federal e pertenciam à ex-advogada do sindicato dos servidores municipais de Ribeirão Preto, Maria Zueli Librand. A promotoria pediu o bloqueio das peças, alegando que elas podem ressarcir os cofres públicos caso Maria Zueli seja condenada por integrar um esquema de desvio de R$ 45 milhões na prefeitura.
Avaliação das Joias
O avaliador de joias Orivaldo Malagut, a pedido do jornal IPTV, analisou as 30 peças de ouro e pedras preciosas apreendidas. Segundo ele, as joias, compostas por colares, anéis e gargantilhas, contêm cerca de 450 gramas de ouro, totalizando um valor estimado em R$ 135 mil caso fossem compradas em uma joalheria. Malagut explicou que o preço por grama em uma joalheria gira em torno de R$ 300 e que o valor de uma joia desvaloriza após a venda. Ele também ressaltou que o penhor não serve apenas para obtenção de dinheiro, mas também para preservação de bens.
A Operação e a Defesa
A operação Gaeco encontrou as joias no setor de penhor da Caixa Econômica Federal, além de uma procuração que permitia ao irmão de Maria Zueli, Mariuso Elitvesa, acessar as peças. A investigação busca apurar se as joias foram adquiridas com dinheiro desviado dos cofres públicos. O advogado de Mariuso Elitves, Carlos Bento, afirma que sua cliente comprou as joias legalmente e que não houve lavagem de dinheiro ou ocultação de patrimônio.
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Desfecho
O caso segue em investigação, com o Gaeco buscando esclarecer a origem do dinheiro utilizado na compra das joias. A defesa sustenta a legalidade da aquisição, enquanto a promotoria busca o ressarcimento aos cofres públicos.



